Os cinco melhores discos internacionais de 2014 – segundo o Cultura no Prato

Chegou a hora de elencar os discos internacionais que este blog considera como sendo os mais relevantes deste ano. Vale lembrar, trata-se apenas de um fragmento selecionado em meio a uma tempestade de ótimos lançamentos. Outro detalhe importante é que o termo “internacional” possui parâmetros questionáveis, até porque a mídia gringa concentra 99% de sua atenção nos discos lançados por artistas dos cenários europeu e norte-americano, ou seja, o mais adequado seria afirmar que nossa lista está focada em produções do chamado Ocidente. Dito isto, é preciso reforçar também que para se formular uma noção mais precisa da produção internacional (ocidental), é importante levar em consideração as listas elaboradas por veículos como Rolling Stone, NME, Consequence of Sound e Mojo – entre muitos outros. O recorte (injusto, vale ressaltar) dos cinco álbuns deste post destaca apenas algumas obras que trouxeram aspectos inovadores ao cenário musical. Obviamente que nomes fundamentais como Lykke Li, Weezer, Lana Del Rey, The Black Keys, Bruce Springsteen, Damon Albarn e La Roux poderiam perfeitamente integrar a relação de artistas que selecionamos a seguir, pois todos eles lançaram ótimos discos em 2014. Vamos aos discos.

“This Is All Yours” – Alt-J

A banda inglesa formada em Leeds ampliou o horizonte sonoro que marcou seu álbum de estreia An Awesome Wave (2012). No ótimo This Is All Yours, o grupo mostra que é possível alternar bons momentos musicais entre canções acústicas, outras mais dançantes, como na bela “Left Hand Free”, e também fazer uso de elementos eletrônicos de composição, como a colagem espertíssima do sample da faixa “4×4” (Miley Cyrus) em “Hunger of the Pine” – que ficou muito legal.

“St. Vincent” – St. Vincent

Um disco conceitual e que remete a trabalhos de artistas do porte de David Bowie e Devo. Essa é a atmosfera do álbum homônimo lançado pela cantora St. Vincent neste ano, que flerta com a new wave e renova a produção pop-indie do nosso tempo. O disco, aliás, figurou em praticamente todas as listas de melhores álbuns de 2014. Merecido – preste atenção na levada dançante da ótima “Birth in Reverse” ou no delicioso arrebatamento sonoro de “Prince Johnny”.

“Sunbathing Animal” – Parquet Courts

Um garage rock capaz de revigorar o rock contemporâneo. Essa é a contribuição do ótimo Sunbathing Animal, disco lançado pelo grupo norte-americano Parquet Courts neste ano. A banda, aliás, oferece a possibilidade de inserirmos outro belo disco lançado pelo grupo neste ano, chamado Content Nausea, no qual a banda assina sob o nome  Parkay Quarts. Mas optamos por incluir na lista o Sunbathing Animal – destaque para o rockão “Black and White”.

“Lazaretto” – Jack White

Desnecessário enumerar a quantidade de trabalhos criativos do guitarrista Jack White em seus muitos projetos musicais. O músico que explorou diversas maneiras de se tocar guitarra mostra no álbum Lazaretto que sua fonte criativa nunca esteve tão abundante de possibilidades sonoras. Do som funkeado da faixa-título ao folk de “Temporary Ground”, o disco mostra que Jack White é um dos grandes compositores do cenário atual.

“Indie Cindy” – Pixies

O quinto álbum de estúdio do Pixies, Indie Cindy, é fruto da união de diversos EPs lançados pelo grupo ao longo do último ano. Mesmo com a ausência da baixista Kim Deal, o grupo mostrou que os bons momentos vividos pela banda no início da década de 1990 não ficaram engessados no passado, e as belezas indie-roqueiras são facilmente identificadas em Indie Cindy: “Greens and Blues”, “Bagboy” e “Magdalena” são bons exemplos. Belo disco.

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Os cinco melhores discos nacionais de 2014 – segundo o Cultura no Prato

Os leitores do blog Cultura no Prato sabem muito bem que em período de final de ano publicamos sempre nossas tradicionais listinhas de “Melhores do Ano”. Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que os álbuns a seguir, de fato, são os melhores, mas apenas consideramos o conteúdo das obras abaixo bastante significativo para a cena musical brasileira. Sendo assim, trata-se de um recorte singelo das cinco produções musicais que mais despertaram a atenção deste que vos escreve semanalmente por aqui. E, claro, é sempre bom ressaltar que muita coisa boa foi produzida no Brasil – e jamais seria possível resumir tanta coisa interessante em um simples texto. Vamos aos discos.

“Holger” – Holger

Começamos pela banda paulistana Holger, que lançou neste ano o álbum homônimo que reforça a ideia de um indie rock que agrega muitos elementos da música brasileira. Basta ouvir a percussão da belíssima “Café Preto”, entre arranjos cheios de fraseados de guitarra, para se ter uma noção da boa mistura feita pelo grupo. Holger é o quarto disco de estúdio dos caras, e certamente o mais maduro musicalmente.

“Nheengatu” – Titãs

É sempre importante celebrar grandes retornos. E o álbum “Nheengatu”, lançado pelos Titãs – ícones do nosso rock brasileiro – é um trabalho no qual os roqueiros resgatam tanto as letras politizadas como também a sonoridade pesada que marcou os primeiros trabalhos do grupo, lá nos anos 80. Destaco aqui “República dos Bananas”, cuja letra é uma reflexão bastante contemporânea: precisamos compreender, em primeiro lugar, nossas características de seres humanos errantes.

“Convoque Seu Buda” – Criolo

Foi uma enorme responsa para o rapper Criolo lançar um álbum após o elogiado Nó na Orelha (2011). Até porque o artista é sempre cobrado a manter a aura de seus trabalhos. Em Convoque Seu Buda, Criolo mostra que continua sendo um ótimo letrista, e um músico preocupado em experimentar ao estilo de um exímio vanguardista. À poética dos versos somam-se instrumentos de sopro e hibridismos como na ótima “Casa de Papelão”.

“Rock’n’Roll Sugar Darlin” – Thiago Pethit

O roqueiro Thiago Pethit é uma renovação do rock nacional. Diferente do termo batido “salvação do rock”, o músico representa sim a geração que emerge da cena underground, ao elaborar um belíssimo disco, Rock’n’Roll Sugar Darlin. Trata-se de uma vigorosa celebração do rock, enriquecida por elementos contemporâneos de composição – como recursos eletrônicos. Mas o rock está lá: de Cramps a Iggy Pop.

“Cores e Valores” – Racionais MC’s

A saga do grupo de rap mais importante do Brasil ganha novas páginas com a chegada do álbum Cores e Valores. À primeira audição, é possível notar que as canções estão mais curtas e que a coesão das ideias nunca esteve tão afinada entre os integrantes do Racionais MC’s. Batidas pesadas e ótimas rimas, capazes de traduzir o Brasil que muitos não enxergam, cujo lado esquecido ganha narrativas ao ser observado por artistas que criam letras a partir de fragmentos do cotidiano. Em “Quanto Vale o Show”, Mano Brown resgata lembranças da infância, enquanto paralelamente aos versos ecoa o sample de “Gonna Fly Now” (Bill Conti), trilha do filme Rocky (1976). Afinal, a vida é uma luta.

Os melhores discos nacionais de 2013

A gente também acompanhou o cenário nacional em 2013, ano que rendeu coisas boas para o orgulho do nosso Brasil. Seguindo a mesma toada do texto da última semana, e deixo claro que não são os “melhores discos”, mas a humilde lista deste que vos escreve. Já adianto que o rap está em alta por aqui – e que infelizmente deixei coisas boas de fora.

Catarina de Jah – “Mulher Cromaqui”

Batidas eletrônicas se misturam a uma espécie de rock-punk-brega-electro, com letras tão nervosas quanto as do Atari Teenage Riot. Como diria o Xico Sá: “Catarina -mais Volúpia do que nunca – é a artista mais inventiva da música dos trópicos.”. Concordo.

 

Rodrigo Amarante – “Cavalo”

Rodrigo ficou um bom tempo longe dos palcos. Seu retorno com o belo álbum Cavalo propõe um recorte mais íntimo, e o resultado é um disco maduro – marcado por momentos acústicos e outros mais dançantes. Se o Daft Punk contou com a participação do ‘stroke’ Julian Casablancas, Amarante não ficou por menos e convidou o Fabrizio Moretti.

 

Mundo Livre S.A. e Nação Zumbi – “Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi”

Releituras “de responsa” integram este belíssimo álbum no qual o Nação Zumbi toca canções do Mundo Livre S.A. e vice-versa. Impagável e surpreendente o resultado desta criativa empreitada. Genial.

 

Emicida – “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”

O primeiro álbum de estúdio do rapper Emicida, após diversos “EPs” de sucesso, conta com um grande time de convidados, como Tulipa Ruiz e Pitty. Mas a grande sacada está na abordagem das letras, sempre baseada no contexto social no qual o músico cresceu. Grande disco.

 

Edi Rock – “Contra Nós Ninguém Será”

O título do álbum de um dos gênios dos Racionais MCs, Edi Rock, não poderia ser diferente. O “nós” dialoga com a legião de fãs, participações especiais e a empatia que nos afeta ao ouvir as faixas do disco. É o rap nacional sempre muito bem engajado na abordagem da realidade de São Paulo – ou de qualquer outra cidade do país.

Os cinco melhores álbuns (internacionais) de 2013

Ano produtivo na música, trabalho árduo para o Cultura no Prato. A missão de selecionar os cinco discos mais legais de 2013 – não necessariamente os mais legais, se é que vocês me entendem – foi das mais difíceis, enfim, obviamente deixamos belos álbuns de fora. Sorry.

Já fazendo o mea culpa, fui obrigado a pensar e pensar, ouvir as canções, ler resenhas nas principais revistas e jornais para montar a listinha. Uma tortura. O fato é que deixar discos como Settle (Disclosure), Silence Yourself (Savages), Push the Sky Away (Nick Cave & The Bad Seeds) e Modern Vampires of the City (Vampire Weekend) não deve ser considerado um crime, pois estes discos estão sim entre os melhores do ano – seja qual for a lista.

Vamos ao que interessa, os cinco melhores discos deste ano, na opinião deste blog que acompanhou e abordou o lançamento de cada um destes grandes trabalhos.

Arctic Monkeys – “AM”

Com AM, o Arctic Monkeys formou uma trilogia bem interessante em sua discografia, ao lado de Humbug (2009) e Suck It And See It (2011). Segundo a NME, eles ainda têm muito para contribuir com a música. Concordo.

Daft Punk – “Random Access Memories”

Após dezenas de teasers do hit “Get Lucky”, o Daft Punk retornou ao cenário musical com um ótimo disco, que ainda conta com a participação do Stroke Julian Casablancas. O som retrô da dupla francesa é inconfundível.

David Bowie – “The Next Day”

Este belíssimo disco marca o retorno do gênio David Bowie. Sem mais.

Haim – “Days Are Gone”

Desde que lançou o ótimo Forever EP (um EP, claro), o trio formado pelas irmãs Este, Alana e Danielle Haim só cresceu musicalmente. Algumas faixas de Forever foram tão bem recebidas pela crítica que até entraram no Days Are Gone. O som é indie-pop-80’s. Coisa linda do início ao fim.

Lorde – “Pure Heroine”

Nascida Ella Yelich-O’Connor, a cantora e compositora neozelandesa Lorde é uma espécie de furacão contemporâneo. A sonoridade dela parece estar entre a Lana Del Rey e o XX. Esqueça o hype, ela é boa mesmo.

Aguardem, na próxima semana teremos a listinha dos “cinco melhores álbuns lançados no Brasil”.

Cultura no Prato elege os melhores álbuns de 2012

Em seu primeiro ano de existência, o blog Cultura no Prato acompanhou e comentou os principais lançamentos nacionais e internacionais do cenário musical. Agora, às vésperas do final de 2012, chegou a hora de eleger os principais lançamentos ocorridos neste ano.

Além da opinião e análise do autor deste texto, a relação de álbuns selecionados pelo blog Cultura no Prato também levou em consideração as listas divulgadas por revistas importantes, como Uncut, Clash Magazine, New Musical Express, e Rolling Stone. Já sobre os trabalhos de artistas brasileiros, o critério de seleção considerou resenhas de veículos nacionais do porte de Bravo!, Folha de S. Paulo e Estadão.

Contudo, é importante ressaltar que nossa lista é composta apenas pelos cinco melhores álbuns (nacionais e internacionais), ou seja, muita gente boa ficou de fora. Já visando uma boa desculpa, vale destacar que em 2012 tivemos o incrível Neil Young e sua banda-brother, a Crazy Horse, lançando dois belíssimos discos, a volta do Garbage, PiL e Patti Smith, sem contar que as bandas Vaccines e Best Coast deram uma bela continuidade a seus respectivos discos de estreia. Outra surpresa foi a talentosa Azealia Banks que, apesar de ter apenas uma mixtape lançada, poderia muito bem integrar nossa lista.

No Brasil a fonte de criatividade também esteve em alta. O criativo Zeca Baleiro lançou outro belo disco neste ano, o ex-Planet Hemp BNegão e sua banda, os Seletores de Frequência, mesclaram muito bem funk e ritmos jamaicanos no ótimo Sintoniza Lá.  Enfim, coisa boa não faltou em 2012 para gringos e brasileiros. Sem mais demora, vamos logo ao que realmente interessa: ‘os melhores discos de 2012’, segundo o blog Cultura no Prato.

AVISO AOS LEITORES: Entre os dias 21 de dezembro e 7 de janeiro (2013), o blog Cultura no Prato irá passar por um período de (merecidas) férias. Neste primeiro ano de trabalho recebemos um retorno bastante positivo dos leitores e já estamos preparando novidades para o próximo ano. Um forte abraço e boas festas!

 

Internacionais:

Bat For Lashes – The Haunted Man

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O projeto da britânica Natasha Khan mescla performance artística e belas melodias neste que, sem dúvida, é o melhor álbum da artista. Aproximadamente três anos longe dos holofotes, a cantora agora colhe os bons frutos de The Haunted Man, disco que caiu nas graças dos ingleses e de veículos como o The Guardian.

 

Jack White – Blunderbuss

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O mago Jack White, mente criativa do importante White Stripes, dá o pontapé inicial em sua carreira solo com um grande álbum. Com belos fraseados de guitarra, Blunderbuss traz referências clássicas, como o blues, sem deixar de apresentar traços evolutivos.

 

Lana Del Rey – Born To Die “Paradise Edition”

Ela chacoalhou o universo musical. Em seu álbum de estreia, Lana passeia pelo indie e pelo pop ao mesmo tempo. Além disso, esta versão ‘paradise’ de Born To Die ainda traz faixas bônus como a belíssima “Ride”.

 

Howler – America Give Up

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Eles não são a salvação do rock, como Strokes e Libertines também não foram, mas trazem boas referências em seu disco de estreia. No entanto, ouvir America Give Up é ter a certeza de que a molecada mais nova está sim ouvindo coisas legais como Jesus And Mary Chain e Ramones.

 

Cat Power – Sun

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Quando um artista consegue se reinventar, ele já merece ser celebrado. Foi o que ocorreu com Cat Power no ótimo Sun. Ela não só trouxe traços eletrônicos, como também temperou o disco com Velvet Underground e Depeche Mode.

 

Nacionais:

Otto – The Moon 1111

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O conceitual álbum lançado pelo competente Otto traz referências de Smiths e Pink Floyd e do cinema de François Truffaut. Além disso, o disco apresenta grandes letras e uma produção de primeira.

 

Siba – Avante

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O guitarrista Siba precisou fazer uma longa peregrinação musical para chegar ao belíssimo Avante. Do trabalho com artistas da Zona da Mata de Pernambuco à admiração pelo barulho do Motörhead. Repleto de fraseados e força poética, o trabalho é fruto de um dos momentos mais criativos da carreira de Siba.  

 

Macaco Bong – This is Rolê

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Bandas instrumentais sempre sofreram enorme resistência do público. Mas o grupo Macaco Bong parece estar disposto a mudar este quadro. Se o álbum de estreia da banda já foi um bom começo, This is Rolê é capaz de nos fazer cantarolar os riffs de guitarra. 

 

Céu – Caravana Sereia Bloom

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É difícil afirmar se Caravana Sereia Bloom é o melhor álbum da cantora Céu. O que é que o clima road movie que invade a atmosfera do disco parece se completar a cada faixa. Sem contar as grandes versões para “Palhaço” (Nelson Cavaquinho) e “You Won’t Regret it” (Lloyd & Glen).

 

Tom Zé – Tropicália Lixo Lógico

O lendário Tom Zé decidiu analisar o movimento musical tropicalista, que ele integrou no final dos anos 60, em um belo disco conceitual. O ar contemporâneo ganha força com as participações de Malu Magalhães, Rodrigo Amarante e o rapper Emicida.

Ho, ho, ho! Sete canções para você entrar (ou não) no clima natalino

 

Com a chegada do Natal – o mundo não vai acabar, fique tranquilo – muitos artistas entram no clima natalino e gravam canções especiais para celebrar uma das datas mais festejadas do calendário. Nos últimos dias, para se ter uma ideia, o grande The Killers divulgou a faixa natalina “I Feel It in My Bones”. Além dos ingleses, uma turma que vai do XX ao Jota Quest também lançaram músicas sobre o tema Natal.

O pessoal da imprensa também fica empolgado – mesmo que a maioria trabalhe nesses dias, haha. Nesta semana revistas e veículos importantes, especializados em música, mandaram suas ‘listinhas natalinas’, recheadas de canções legais e algumas ‘viagens’.

O blog Cultura no Prato não vai ficar de fora da brincadeira e selecionou uma lista com as sete melhore canções sobre o tema Natal – baseada, lógico, na modesta opinião do autor deste texto. Desde já a gente pede desculpas pelas ausências de Beck, The Fall e Garotos Podres, mas, sabe como é, escolhas são necessárias na hora de fazer uma lista pequena. Enfim, confira a singela relação a seguir e deixe sua sugestão, caso discorde.

 

Hey America – James Brown

Aqui o rei do funk (que não é o carioca) deixa o natal dos americanos mais dançante com a faixa que foi gravada pela primeira vez em 1966 e integrou o álbum natalino Funk Christmas.

 

Run Run Rudolph – Keith Richards

O eterno stone assina sua versão para o clássico da lenda Chuck Berry. O resultado é uma canção natalina mais ‘selvagem’. 

 

Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight) – Ramones

Ah, canção obrigatória em qualquer lista. Os punks Ramones mostram um dos momentos mais doces da banda nesta bela letra composta por Joey, faixa que integra o belíssimo álbum The Brain Drain.  

 

Santa Claus Goes Straight To The Ghetto, Uncensored – Snoop Doggy Dogg

Se na anárquica “Papai Noel Velho Batuta” os Garotos Podres alegam que o “bom velhinho” esquece os miseráveis, neste rap o Papai Noel parece ter entendido o recado e vai direto ao gueto de Snoop Doggy e cia.

 

Christmas Bop – T.Rex / Marc Bolan

Canção fantástica gravada por Marc Bolan e que jamais integrou nenhum álbum do lendário T-Rex, grupo liderado por Bolan. O Cultura no Prato, claro, fez questão de resgatá-la.

 

I’ll Be Home for Christmas – She & Him

A gracinha ZooeyDeschanel põe sua bela voz nesta canção natalina. A música integra o álbum A Very She & Him Christmas, do projeto musical da atriz, o duo She & Him.

 

We Three Kings – The Beach Boys

Canção que chega a ser quase um hino natalino de algum coral de igreja. A faixa faz parte do álbum Little Saint Nick, que os Beach Boys gravaram especialmente para o Natal.

Cinco canções com “cara de Dia dos Namorados”

 

Fazer listas em datas especiais pode até parecer meio clichê – a revista NME que o diga. Apesar disso, eu sempre atualizo algo relacionado a estes temas aqui no blog. Fato. Mas por quê? Simplesmente por ser uma boa desculpa para reunir canções legais por aqui.

Se você também é apaixonado por música, mesmo que esteja solteiro(a), confira cinco músicas que têm ‘cara de Dia dos Namorados’. É claro que várias canções legais foram esquecidas, por isso mesmo seu comentário é importante. E você, quais músicas colocaria em sua lista? Deixe seu comentário!

 

“Boyfriend” (Best Coast)

A banda californiana liderada pela gracinha Bethany Cosentino poderia muito bem ter qualquer outra canção de seu primeiro álbum, Crazy For You (2010), integrando esta lista. Mas, a letra sobre a garota se apaixona loucamente pelo amigo e o vídeo de “Boyfriend” – que consegue ser romântico e cafona com o mesmo grau de intensidade – são os pontos que definem a escolha.

 

“Chains” (Beatles)

Música que figura entre as diversas canções de amor do belo álbum de estreia dos Beatles, Please Please Me (1963). Originalmente, “Chains” não foi composta pelo quarteto de Liverpool – a assinatura é de Goffin/King –, no entanto, a versão ganha uma grande interpretação na voz de Lennon. Ao narrar o sofrimento de um rapaz acorrentado pelo amor, a faixa merece integrar esta lista.

 

“Baby, I love you” (Ronettes)

Famosa canção da década de 60, do trio feminino The Ronettes, parcerio do produtor Phil Spector. Nos anos 80, a música ganhou uma bela versão gravada pelos Ramones, quando Spector assinou a produção de End Of The Century, da banda de punk de Nova Iorque. No entanto, a versão das garotas do Ronettes é imbatível porque embalou diversos romances, além de ter ocupado as paradas de sucesso em pleno ‘reinado dos Beatles’.

 

“Sexual Healing” (Marvin Gaye)

Para grande parte dos casais, o “Dia dos Namorados” é uma data na qual a famosa ‘apimentada na relação’ é fundamental. O presente pode ser imporante, mas… Sorry, o que interessa é dar uma bela namorada (entende?). Pois bem, no universo da música, a canção “Sexual Healing”, do ícone soul Marvin Gaye, é a eterna ‘trilha sonora para motel’. Sem mais. 

 

“My Girl” (Temptations)

Quem não se lembra da trilha sonora de Meu Primero Amor (My Girl, de 1991), clássico da Sessão da Tarde? Além reforçar o clima de romantismo nas cenas do drama infanto-juvenil, a canção que dá nome ao filme já embalou diversos amores desde que foi lançada. Os calorosos versos de amor dedicados à musa inspiradora, nesta bela canção dos Templations, têm tudo a ver com o “Dia dos Namorados”. Coloque a ficha na jukebox e chame alguém para dançar!