Homenagem ao maestro que nunca existiu

Daniel Tauszig e Leonardo Padovani interpretam canções do maestro Malitchewsky (crédito: Divulgação).

Sempre que um grande nome da música morre, seja ele artista erudito, roqueiro rebelde ou sambista boêmio, as homenagens póstumas inevitavelmente ocorrem. Às vezes, pelo simples fato da comoção gerada pela morte, até mesmo quem jamais apreciou o trabalho do finado resolve aparecer. Você obviamente deve se lembrar de algum fato semelhante. Aposto.

A morte do maestro Dobromier Malitchewsky e as consequentes homenagens de seus principais pupilos, interpretados por Daniel Tauszig e Leonardo Padovani, são abordados no espetáculo musical Let’s Duet – Homenagem a Malitchewsky (vídeo abaixo), em cartaz no teatro Tucarena, às quartas-feiras, até 26 de novembro (exceto os dias 24 de setembro e 12 de novembro). Quem assina a direção é Gustavo Miranda.

Daniel Tauszig e Leonardo Padovani, ambos virtuosos músicos, elaboraram um espetáculo que passeia pelas músicas pop e erudita, cuja narrativa que exibe boas doses de humor negro, sobre as releituras de obras de Malitchewsky elaboradas pelos aprendizes invejosos do maestro, arranca risos e reflexões atuais. Pouco importa se Dobromier Malitchewsky jamais existiu, pois na peça, ele é tão importante quanto Bach, Mozart e Schoenberg.

Serviço:

Let’s Duet – Homenagem a Malitchewsky

Local: Tucarena – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes.

Até 26 de novembro (Todas as quartas-feiras, exceto 24/9 e 12/11).

Horário: às 21h.

Duração: 70 minutos.

Classificação: 16 anos.

Vendas Ingresso Rápido: http://www.ingressorapido.com.br/.

Informações: (11) 4003-1212.

Espetáculo “4ª reticência” estreia em São Paulo

Os atores Ed Fuster e Karen Francis, na peça "4ª reticência" (Foto: Divulgação).
Os atores Ed Fuster e Karen Francis, na peça “4ª reticência” (Foto: Divulgação).

Dirigido e escrito por Ed Fuster e Karen Francis, o espetáculo 4ª reticência aborda a temática dos relacionamentos, visando despertar reflexão sobre diversidade ao questionar as estruturas consideradas “corretas”. Ao optar por uma narrativa que, vez ou outra, usa elementos da comédia, a ideia é retratar a rotina do casal Jorge e Ana de forma realista, com as simbologias que dão margem a sensações variadas.

“Fazer esse espetáculo tem sido uma experiência de descobertas onde nos permitimos sentir, vivenciar e transformar nossa expressão em cenas com linguagens particulares, com estéticas variadas. Fomos donos da nossa arte e agora nosso desejo é compartilhar o resultado disso tudo”, explica Karen Francis.

O espetáculo chega ao teatro Macunaíma para curta temporada, de 3 a 25 de maio, sempre aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. Ed Fuster e Karen Francis foram premiados nas últimas edições do Festival de Teatro Cidade de São Paulo, tradicional evento da cidade voltado ao teatro.

Serviço:


4ª reticência
Texto, direção e atuação: Ed Fuster e Karen Francis.
De 3 a 25 de maio.
Sábados, às 21h, e Domingos, às 19h
Teatro Macunaíma – Rua Adolfo Gordo, 238.

Ingressos pela internet ( www.ingresso.com.br).
Informações: (11) 3217-3400
Estacionamento: R$ 15.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

Relatos de bonecos-testemunha

 

Recursos tecnológicos e bonecos são recursos explorados pela dramaturgia do espetáculo Ubu e a Comissão da Verdade (vídeo acima), peça que poderá ser conferida no Teatro João Caetano, nos dias 15 e 16 de março, em São Paulo. A montagem integra 1ª Edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo.

O espetáculo traz à tona a temática da Comissão da Verdade, que atua como mecanismo capaz de expor as feridas provocadas por medidas autoritárias e violentas do estado, e faz referência (sem citar diretamente) às atrocidades do apartheid. Outra sacada é a menção ao texto Ubu Rei (1888), do dramaturgo francês Alfred Jarry.

Sob a direção de William Kentridge, a companhia Handspring Puppet traz a São Paulo uma peça que mescla linguagens para narrar um tema que já foi amplamente debatido em nossos países vizinhos, mas que somente agora começa a engatinhar no Brasil. Que bonecos-testemunha nos ensinem a lidar melhor com o nosso passado.

Serviço:

1ª Edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo

Ubu e a Comissão da Verdade

Dias 15 e 16 de março.

Teatro João Caetano – São Paulo.

Sesc Pompeia recebe espetáculo “Tira Meu Fôlego”

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

“O que acontece quando um bailarino contemporâneo, para quem a dança se tornou muito mais uma questão de produção de conhecimento, do que de expressão subjetiva, para quem o potente e bem vindo entendimento de dança como pensamento do corpo é fundamental, o que acontece quando esse bailarino contemporâneo se vê obrigado a simplesmente ‘dançar apaixonadamente’?”, pergunta a diretora Elisa Ohtake, na tentativa de resumir a temática de Tira Meu Fôlego, espetáculo de dança que chega ao Sesc Pompeia, no próximo dia 31 de janeiro.

A proposta de convocar os bailarinos a viverem no palco emoções extremas serve de alicerce para a dramaturgia assinada por Ohtake. Segundo a diretora, chegar a uma situação de intensa vitalidade, talvez a mais drástica de todas, ocorre por conta de um sentimento: a paixão. A exigência (ou provocação), no entanto, também é experimentada pela dramaturga, que se nega a “sair de fininho” e integra o elenco no espetáculo.

Se no filme El Secreto de Sus Ojos (2009), de Juan José Campanella, “la pasión” é capaz de desvendar um misterioso crime, em Tira Meu Fôlego ela questiona a todo o momento o nível de entrega dos bailarinos. Como obter a resposta? Elisa Ohtake prevê um caminho árduo: “nem que tenhamos que oscilar, desesperados, entre a paixão, no sentido vital da palavra, e a mera espetacularização das emoções”.

Serviço:

Tira Meu Fôlego

Direção: Elisa Ohtake.

Onde: espaço cênico do Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93 – 11 3871-7700).

De 31 de janeiro a 23 de fevereiro. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h.

Recomendado para maiores de 12 anos.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Informações sobre outras atrações: 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.

São Paulo recebe mostra de teatro de rua

 

Trata-se de uma maratona de espetáculos. A cidade de São Paulo se prepara para receber, entre os dias 20 e 29 de setembro, a Mostra Sesc de Teatro de Rua, evento que irá reunir companhias brasileiras e internacionais, durante 68 sessões em 17 unidades do Sesc localizadas na Capital, Grande São Paulo e Litoral.

A abertura vai ocorrer nesta sexta-feira (20), às 20h30, em um espaço especial, charmoso e que dialoga com a história da cidade: o Parque da Independência, no bairro do Ipiranga. A apresentação que dará início ao evento será a peça Os Gigantes da Montanha, da companhia mineira Grupo Galpão (vídeo acima), dirigida por Gabriel Villela.

Entre os 21 coletivos que integram a programação, destaque para o grupo pernambucano Magiluth, que irá encenar a peça Luiz Lua Gonzaga, cujo texto é inspirado no lendário músico brasileiro, já a companhia paulistana Buraco d’Oráculo mostrará ao público a montagem Ópera do Trabalho e SerTãoSer.

A Mostra Sesc de Teatro de Rua ainda terá os grupos internacionais Tuig (Holanda), que vai apresentar a peça Schraapzucht (Hábito), e os italianos do Teatro Due Mundi, com o espetáculo Fiesta. Segundo a organização do evento, foram considerados os seguintes quesitos para selecionar os coletivos participantes: diversidade de técnicas, representação regional das companhias e variedade de formatos.

“A experiência é muito rica e contribui para uma pesquisa ampliada. Como os curadores são de várias cidades, este processo compartilhado de curadoria também fortalece o vínculo da rede Sesc como um todo”, diz Armando Fernandes, coordenador da Mostra e assistente da Gerência de Ação Cultural do Sesc SP.

 

Serviço:

Mostra Sesc de Teatro de Rua.

De 20 e 29 de setembro.

Onde: 18 cidades do Estado (Capital, Grande São Paulo e Interior).

A programação completa está no site www.sescsp.org.br/teatroderua.

Peça leva temática do narcotráfico ao Sesc Vila Mariana

Projeção da imagem de Pablo Escobar, ao fundo da peça “Discurso de um Homem Decente” (Foto: Divulgação).
Projeção da imagem de Pablo Escobar, ao fundo da peça “Discurso de um Homem Decente” (Foto: Divulgação).

O ficcional discurso político do traficante Pablo Escobar, encontrado em um papel no bolso de sua camisa, era mantido em segredo pela CIA. A morte do criminoso, ocorrida em 2 de dezembro de 1993, foi uma vitória contra o crime organizado, mas mesmo assim a guerra contra o narcotráfico jamais terminou.

A peça Discurso de um Homem Decente, que a companhia colombiana Mapa Teatro leva ao Sesc Vila Mariana, entre os dias 10 e 11 de julho, começa justamente quando a tal carta é revelada ao mundo. A partir daí, a trama mescla documentos verídicos e ficcionais – como o bilhete póstumo do traficante –, conduzida por personagens como a médium-intérprete que se propõe a decifrar as palavras de Escobar, o perito em narcoterrorismo, uma apresentadora de TV e um grupo musical.

O espetáculo de clima fantasmagórico funde o real e o imaginário para questionar um dos principais problemas da humanidade: o combate às drogas. Discurso de um Homem Decente passou recentemente pelo Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e é todo em espanhol – com legendas em português. O grupo Mapa Teatro nasceu em 1984 e no ano passado participou do Festival de Avignon, com a encenação Los santos inocentes.

Serviço:

Discurso de um Homem Decente

Dias 10 e 11 de julho, às 21h.

Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141).

Informações: 5080-3000 ou www.sescsp.org.br.

Teatro, rock e Angeli

Na peça “Os Parlapatões Revistam Angeli”, o famoso grupo de teatro paulistano recria famosas tirinhas do cartunista Angeli (Foto: Divulgação).
Na peça “Os Parlapatões Revistam Angeli”, o famoso grupo de teatro paulistano recria famosas tirinhas do cartunista Angeli (Foto: Divulgação).

 

O rock conduz as encenações inspiradas no universo do cartunista Angeli, cujo palco ainda exibe projeções com as lendárias tirinhas do artista. No ambiente descrito, surgem Rê Bordosa, Os Escrotinhos, Bob Cuspe, entre outras figuras, durante o espetáculo Os Parlapatões Revistam Angeli, em cartaz no Espaço Parlapatões. A trilha sonora é assinada por Branco Mello (Titãs) e a direção é de Hugo Possolo.

A ideia do grupo de teatro é prestar homenagem ao artista Angeli, atualmente com trabalhos publicados periodicamente na Folha de S.Paulo – famoso também por usar humor e ironia ao elaborar charges sobre política.

Destaque para a atriz Paula Cohen que, em entrevista recente ao programa Metrópolis (TV Cultura), afirmou ter baseado a interpretação da personagem Rê Bordosa em descrições físicas da personagem, feitas pelo próprio Angeli em uma publicação comemorativa.

 

 

Serviço:

Os Parlapatões Revistam Angeli

Sábados às 23h59, no Espaço Parlapatões.

Praça Franklin Roosevelt, 158.

Informações: (11) 3258-4449.

Preço: R$ 40 e R$ 20 (meia).