Blondie divulga faixa com participação de Johnny Marr

O lendário Blondie lança o álbum Pollinator no dia 5 de maio. O disco reúne algumas participações interessantes como Sia, Charli XCX, o guitarrista Nick Valensi (Strokes) e Dev Hynes, mas é na presença de Johnny Marr (Smiths), na canção “My Monster”, que o significado pós-punk/new wave é reforçado na linguagem.

Pollinator funciona como rearticulação da memória musical do próprio Blondie, uma vez que outras faixas divulgadas do trabalho resgatam o clima de obras clássicas como Parallel Lines (1978). Por esse motivo, contar com os acordes de Marr é reafirmar a ideia de que o Blondie dos tempos de CBGB não está confinado ao passado ou nos suportes de áudio. Não à toa, na turnê que irá passar pelo Reino Unido o grupo de Debbie Harry se apresenta no Roundhouse – casa de shows que já recebeu Patti Smith e Clash.

Pollinator mantém também diálogo estético com a música recente, ao contar com a guitarra de Nick Valensi, por exemplo. O grupo de Valensi, aliás, foi diretamente influenciado pelo Blondie, sobretudo no ótimo Is This It (2001). Esse aspecto joga com significações temporais e demonstra que a banda norte-americana não está preocupada com cristalizações, mas disposta a reaproveitar textos do passado e da música contemporânea.

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Smiths no Twitter: entre estratégias de majors e novas configurações

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O grupo The Smiths encerrou oficialmente suas atividades em 1987, período em que artistas dependiam das grandes gravadoras para ter razoável circulação no cenário musical. Mas os tempos mudaram, hoje existem meios alternativos de criação e divulgação, em especial no ambiente da web. Entretanto, a curiosa conta do grupo criada no Twitter nesta semana, pela gravadora Warner, levanta algumas questões interessantes sobre majors, comunicação e consumo.

Mesmo com o Smiths aposentado, a Warner decidiu criar uma conta para o grupo inglês no Twitter, ou seja, diferente da administração voluntária de um fã da banda, que é prática bastante comum, o fato de haver uma major (grande gravadora) por trás de tal projeto gera algumas hipóteses a serem discutidas.

Com a rede social, a gravadora consegue lançar materiais inéditos e sobras de sessões de estúdio, que ainda permanecem adormecidas no anonimato. Outra possibilidade é potencializar o lançamento de tais produtos na euforia de boatos sobre um possível retorno de Morrissey, Johnny Marr e companhia – o que é improvável, mas capaz de estimular o consumo.

A recente instabilidade das majors, em razão da diversidade de opções e acessos a produções musicais, obriga a indústria fonográfica a se reconfigurar. Embora fique evidente que novidades sobre o grupo serão divulgadas em breve, nota-se a tentativa da Warner de manter sua influência sobre o que será consumido. Isso não significa que a empresa terá sucesso, tampouco é possível decretar o fim das grandes gravadoras.

Esses movimentos de adaptação talvez representem um terceiro estágio, em que configurações de majors e meios alternativos se mesclam para resultar em um “outro” modo de produção e divulgação – e a partir dessa ideia podem surgir outros e assim por diante.

Johnny Marr: o músico que tem algo a dizer

Ao ler a entrevista concedida pelo guitarrista Johnny Marr à Folha, refleti sobre como a atitude de músicos como ele, que se posicionam em relação a questões políticas, é importante. Em poucos segundos é possível citar uma relação de artistas que fazem (ou fizeram) jus ao posto de mediadores (formadores de opinião): Bob Marley, Joe Strummer, Pussy Riot, entre muitos outros. E como disse Marr ao jornal paulistano, se o músico não se posicionar, quem vai? Certeiro.

Em tempos de distopia, com a qual quem ganha é quem sempre ganhou – alô setor financeiro! – é importante que artistas estimulem o engajamento coletivo. Há poucos meses a cantora Pitty deu uma belíssima resposta aos machistas que se divertem fazendo troça nas redes sociais, por exemplo. São pequenas frases, posicionamentos, que dão uma enorme força para que injustiças sejam combatidas, e a arte tem essa missão de questionar o status quo – sobretudo quando setores da imprensa estão engessados nas mãos das corporações.

Por esse motivo, quando Johnny Marr diz que esse é também um dos papéis do músico, além da música em si, obviamente, está provocando outros artistas a fazerem o mesmo. E todos nós (a sociedade de maneira geral) ganhamos com isso. No período eleitoral britânico, o atual primeiro-ministro (o mesmo que está segregando imigrantes) usou músicas dos Smiths durante sua campanha eleitoral. Marr simplesmente pediu a ele que parasse imediatamente de dizer que era fã de seu ex-grupo. Apenas.

Show em Sampa

No próximo domingo Johnny Marr vem outra vez a São Paulo, desta vez para tocar no Festival Cultura Inglesa – que nesta edição (informações aqui) se une à programação da Virada Cultural. Na bagagem, o guitarrista traz seu rico legado com os Smiths e dois ótimos discos solo: The Messenger (2013) e Playland (2014). Marr divulgou nesta semana o clipe da faixa “Candidate” (vídeo abaixo), canção que integra o álbum Playland. A música também fará parte do single que o guitarrista lança no próximo dia 29 de junho. O músico, aliás, anunciou recentemente que já trabalha em seu próximo disco – que inclusive deve chegar às lojas ainda neste ano.

Aos 17 anos, Marr já era guitarrista dos Smiths. Hoje, com 51, parece viver seu melhor momento como músico – fez um show incrível em 2014, no Lollapalooza. É engraçado, mas sempre que leio uma entrevista com Johnny Marr lembro de uma das primeiras vezes que li sobre ele. Não recordo qual era o veículo, apenas de uma das perguntas por ele respondidas, sobre melhores guitarristas ou algo assim. Marr colocou em sua lista James Williamson, que integrou a formação dos Stooges responsável pelo o álbum Raw Power (1973).

Resumo musical

O Blur e a inédita “There Are Too Many of Us”

O ícone britpop Blur lança no próximo dia 27 de abril o álbum The Magic Whip – após 12 anos, sim, faz um tempão. Nesta semana a banda liderada pelo criativo Damon Albarn divulgou o vídeo do segundo single do próximo trabalho do grupo, a canção “There Are Too Many of Us” – a primeira faixa divulgada do novo trabalho foi “Go Out”. O clipe é simples, mostra o Blur em um ambiente de estúdio, mas a canção é bem boa.

Johnny tocando Depeche Mode. Agora tem clipe

Este blog divulgou a incrível versão feita pelo competente Johnny Marr para a também incrível “I Feel You”, do grupo Depeche Mode, na última sexta-feira (13). Pois bem, nesta semana o guitarrista, eterno responsável pelos riffs mágicos dos discos dos Smiths, divulgou o vídeo que ilustra a canção (versão). Lembrando que: o lado b do single I Feel You será a canção “Please Please Please Let Me Get What I Want”, cujo lançamento está previsto para 19 de abril. Anos 80 em estado puro.

Documentário sobre Joe Strummer estreia em Londres

Joe “The Clash” Strummer visita a Espanha em 1997, concede entrevista para uma rádio local e diz estar em busca de um Dodge perdido. Essa é a temática que conduz o documentário I Need A Dodge!, documentário lançado neste mês sobre o lendário músico, morto em 2002. A pré-estreia ocorre no próximo dia 25 de março, em Londres, durante uma festa que irá reunir Charlie Harper (UK SUBS), Wayne Kramer (MC5), Rachid Taha, Martin Chambers (Pretenders) e discotecagem do diretor e DJ Don Letts. Apenas. Já que o documentário não tem previsão para chegar por aqui – acho que só vai rolar depois, em DVD, importado – a gente fica com o trailer. Londres chamando!

Alabama Shakes divulga faixa “Future People” e prepara novo álbum

Após o sucesso do disco Boys & Girls (2012), cuja turnê passou inclusive pelo Lolla Brasil, o grupo Alabama Shakes lança em 21 de abril seu segundo álbum, Sound & Color – e nem é preciso dizer que, quando um disco de estreia é bem-sucedido, a expectativa em relação ao segundo sempre aumenta. Nesta semana, o Alabama Shakes divulgou a faixa “Future People”, terceiro fragmento do novo disco disponibilizado para audição na web – a banda já havia mostrado “Don’t Wanna Fight” e “Gimme All Your Love”. Curti a guitarra funkeada, bela canção.

Matanza lança clipe da faixa “O Que Está Feito, Está Feito”

O grupo Matanza lança no início de abril o álbum Pior Cenário Possível, trabalho que traz a assinatura do produtor Rafael Ramos. Nesta semana a banda divulgou o vídeo do single “O Que Está Feito, Está Feito”, que exibe uma série de imagens de estúdio, dialogando com o processo de gravação do álbum. A canção vai integrar o novo trabalho do Matanza, e a sonoridade é um hardcore pesadão dos bons. Aumenta o som aí!

Resumo musical

Johnny evoca Depeche Mode

Anos 80 em estado puro. O competente Johnny Marr divulgou nesta semana o lançamento de um single durante o já tradicional Record Store Day (data na qual lojas especializadas em discos oferecem promoções especiais). No lado A, Marr evoca o Depeche Mode com uma ótimo versão para a também ótima “I Feel You” (vídeo abaixo). Já o lado B, outra lindeza oriunda dos anos 80: “Please Please Please Let Me Get What I Want” – de seu ex-grupo Smiths. Muito classe!

Mais uma faixa do novo álbum Best Coast. Apenas

O Best Coast prepara o lançamento de seu próximo álbum, California Nights, previsto para chegar às lojas em 4 de maio. Após divulgar a faixa-título do novo trabalho, o grupo liderado pela vocalista Bethany Cosentino mostrou ao público nesta semana a bela “Heaven Sent”, que diferente da canção que dá nome ao disco, soa ensolarada como a Califórnia do Best Coast.

MIA entre tweets e canções

A produção musical híbrida da cantora MIA não é novidade. Tão movente quanto a sonoridade da artista, é a maneira com a qual ela trabalha, sempre inquieta, divulgado suas empreitadas e defendendo posicionamentos políticos nas redes sociais. Na última semana, após divulgar a faixa “All My People”, ela afirmou que mais novidades surgiriam, e não demorou para a cantora postar, na plataforma SoundCloud, a canção “Can See Can Do” – que musicalmente tem um pezinho no nosso funk. Junto com a faixa, ela escreveu o seguinte (em caixa alta mesmo): “DEMOCRACY CONVERSATIONS ! TAMILS ARE STILL WAITING ! AND NO MY BEATS ARE NOT BETTER WITHOUT MY POLITICX”. Ela é demais.

Documentário sobre o Damned estreia no SXSW

Dirigido e produzido por ninguém menos que Lemmy Kilmister (Motörhead), o documentário The Damned: Don’t You Wish That We Were Dead estreia na edição deste ano do festival SXSW – que começa neste final de semana. Trata-se de um belo recorte sobre a trajetória de um dos grupos mais importantes do punk rock britânico: o Damned. Entre os personagens que narram essa história, além obviamente dos integrantes da banda, há depoimentos de nomes como Chrissie Hynde (Pretenders), Mick Jones (The Clash), Steve Diggle (Buzzcocks), Lemmy Kilmister (Motorhead) e Dexter Holland (The Offspring), entre outros. O documentário ainda não tem data de estreia aqui no Brasil.

Savages toca faixa inédita durante show em Nova Iorque

O Savages passou por Nova Iorque em janeiro, mas somente agora, por meio das redes sociais, a gente ficou sabendo que o grupo britânico tocou a inédita “Adore” por lá. Segundo a incrível vocalista Jehnny Beth, trata-se de uma canção sobre “vida e morte”. Repare que o show ocorreu em um lugar pequeno, chamado Mercury Lounge, que facilmente remete aos clubes punk do final dos anos 70.

Resumo musical

Lana Del Rey e Tim Burton (vish!)

Se havia alguma dúvida quanto ao flerte da Lana com uma sonoridade mais obscura, a certeza veio após a confirmação da parceria da artista com o gênio Tim Burton. Lana Del Rey divulgou na última semana a faixa “Big Eyes”, trilha sonora do filme homônimo que será o próximo trabalho do cineasta – achei o cartaz lindão. A canção é bem boa, e certamente irá casar perfeitamente com a temática do longa. Aliás, a cantora assina também outra faixa que fará parte da trilha de Big Eyes, “I Can Fly” (clique aqui para conferir).

Kate Pierson lança novo álbum, e a new wave não morreu!

A vocalista do B-52’s anunciou na última semana o lançamento de seu primeiro álbum solo, intitulado Guitars and Microphones (adorei o nome!), e cujo lançamento está previsto para 17 de fevereiro (anote!). Podemos comemorar? Sim, há dois pontos importantes: a primeira faixa divulgada do álbum, “Mister Sister”, remete às belas canções que ajudaram a moldar a new wave dos anos 80 – impossível não resgatar na memória o B-52’s –, outro fato legal é que já podemos torcer para que a turnê do disco passe pelo Brasil. O álbum ainda terá participação do guitarrista dos Strokes, Nick Valensi. Só isso.

Um brinde aos anos 90. Sleater-Kinney divulga outra inédita

Um passeio pela segunda metade da década de 1990. Essa é a sensação à primeira audição da punk (e ótima) “Surface Envy”, faixa inédita divulgada nesta semana pelo incrível Sleater-Kinney, banda formada por garotas que integrou o importante movimento Riot Grrrl – ao lado do também importante Bikini Kill, entre outros nomes. O grupo lança em 19 de janeiro o aguardado No Cities to Love, após um longo período sem trabalhar canções novas – o último registro havia sido o disco The Woods (2005), ou seja, faz tempo. Para ouvir a faixa na íntegra, clique aqui.

Apenas Lauryn Hill

A cantora Lauryn Hill fez uma apresentação memorável na última semana, no Brooklyn Bowl. O show gravado será lançado sob o título Live from the Brooklyn Bowl, cujo repertório passeia pelos belíssimos momentos da carreira da cantora. Vale destacar o trecho no qual a diva-rapper-soul-roots canta o clássico de seu ex-grupo Fugges, “Ready or Not”. Simplesmente de arrepiar.

O Johnny Marr sendo incrível e tocando Depech Mode

O Johnny Marr segue com a turnê de seu último trabalho, o álbum Playland, lançado em outubro. Na última semana, o ex-guitarrista dos Smiths se apresentou em Edmonton, Canadá, show marcado pela bela versão feita por Marr para a ótima “I Feel You”, clássico do grupo Depeche Mode, de 1993. No vídeo abaixo você assiste ao show completo – mas se quiser conferir logo a cover, avance ao minuto oito. Nos próximos meses, Marr vai abrir para o The Who, no Hyde Park. Só isso.

Resumo musical

Para tudo, Alison Mosshart participa do novo álbum do Gang of Four

O Gang of Four é um dos ícones do pós-punk que segue tocando atualmente. O grupo formado no final dos anos 70, com letras inspiradas nas ideias de teóricos da Escola do Frankfurt, lança seu próximo álbum em 24 de fevereiro do próximo ano. O disco se chama What Happens Next, marca a saída do vocalista John Sterry, e terá a participação especial da incrível Alison Mosshart (Kills e Dead Weather), em algumas faixas, ao lado do incansável Andy Gill, guitarrista e um dos fundadores do grupo. A seguir a primeira faixa que marca essa interessante parceria, a ótima “Broken Talk”.

O incrível Johnny Marr tocando Smiths!

O ex-Smiths Johnny Marr hoje desfruta de uma elogiada carreira solo. Na última semana, o guitarrista visitou o programa do apresentador Jimmy Fallon e, durante a passagem pelo The Tonight Show, Marr tocou “Easy Money”, de seu ultimo trabalho, Playland, e ainda emocionou a plateia ao relembrar os bons tempos de Smiths, mandando o clássico “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before” (clique aqui, e confira via Pitchfork. Apenas.

Azealia lança vídeo da ótima “Chasing Time”

A semana foi dela. Após ser introduzida na música por lançamentos de mixtapes e EPs, todos trabalhos elogiados pela crítica e público, Azealia Banks finalmente lançou seu álbum de estreia, o disco Broke With Expensive Taste. O primeiro single do novo trabalho é a bela “Chasing Time”, que ganhou vídeo na última semana. Confira a seguir.

A inédita do Noel, com cara de Stooges

Noel Gallagher e sua banda High Flying Birds lança seu segundo álbum, Chasing Yesterday, em 2 de março. Para aquecer a chegado do próximo trabalho, o músico também vai lançar o single “In The Heat of the Moment”, que traz a faixa “Do The Damage” como lado b. Achei que essa “Do The Damage”, que você confere logo abaixo, flerta um pouco com Stooges fase Funhouse. Toda lindona.

Lykke Li fazendo cover do Drake

A cantora Lykke Li infelizmente não fechou com o Lolla 2015. Uma pena. Na última semana, a moça se apresentou no elegante Hammersmith Apollo, em Londres. Na ocasião, Lykke mandou uma bela cover da canção “Hold On We’re Going Home”, do rapper Drake (que já havia ganhado uma versão do Arctic Monkeys, lembra?). Ficou linda, para variar.