Smiths no Twitter: entre estratégias de majors e novas configurações

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O grupo The Smiths encerrou oficialmente suas atividades em 1987, período em que artistas dependiam das grandes gravadoras para ter razoável circulação no cenário musical. Mas os tempos mudaram, hoje existem meios alternativos de criação e divulgação, em especial no ambiente da web. Entretanto, a curiosa conta do grupo criada no Twitter nesta semana, pela gravadora Warner, levanta algumas questões interessantes sobre majors, comunicação e consumo.

Mesmo com o Smiths aposentado, a Warner decidiu criar uma conta para o grupo inglês no Twitter, ou seja, diferente da administração voluntária de um fã da banda, que é prática bastante comum, o fato de haver uma major (grande gravadora) por trás de tal projeto gera algumas hipóteses a serem discutidas.

Com a rede social, a gravadora consegue lançar materiais inéditos e sobras de sessões de estúdio, que ainda permanecem adormecidas no anonimato. Outra possibilidade é potencializar o lançamento de tais produtos na euforia de boatos sobre um possível retorno de Morrissey, Johnny Marr e companhia – o que é improvável, mas capaz de estimular o consumo.

A recente instabilidade das majors, em razão da diversidade de opções e acessos a produções musicais, obriga a indústria fonográfica a se reconfigurar. Embora fique evidente que novidades sobre o grupo serão divulgadas em breve, nota-se a tentativa da Warner de manter sua influência sobre o que será consumido. Isso não significa que a empresa terá sucesso, tampouco é possível decretar o fim das grandes gravadoras.

Esses movimentos de adaptação talvez representem um terceiro estágio, em que configurações de majors e meios alternativos se mesclam para resultar em um “outro” modo de produção e divulgação – e a partir dessa ideia podem surgir outros e assim por diante.

Johnny Marr: o músico que tem algo a dizer

Ao ler a entrevista concedida pelo guitarrista Johnny Marr à Folha, refleti sobre como a atitude de músicos como ele, que se posicionam em relação a questões políticas, é importante. Em poucos segundos é possível citar uma relação de artistas que fazem (ou fizeram) jus ao posto de mediadores (formadores de opinião): Bob Marley, Joe Strummer, Pussy Riot, entre muitos outros. E como disse Marr ao jornal paulistano, se o músico não se posicionar, quem vai? Certeiro.

Em tempos de distopia, com a qual quem ganha é quem sempre ganhou – alô setor financeiro! – é importante que artistas estimulem o engajamento coletivo. Há poucos meses a cantora Pitty deu uma belíssima resposta aos machistas que se divertem fazendo troça nas redes sociais, por exemplo. São pequenas frases, posicionamentos, que dão uma enorme força para que injustiças sejam combatidas, e a arte tem essa missão de questionar o status quo – sobretudo quando setores da imprensa estão engessados nas mãos das corporações.

Por esse motivo, quando Johnny Marr diz que esse é também um dos papéis do músico, além da música em si, obviamente, está provocando outros artistas a fazerem o mesmo. E todos nós (a sociedade de maneira geral) ganhamos com isso. No período eleitoral britânico, o atual primeiro-ministro (o mesmo que está segregando imigrantes) usou músicas dos Smiths durante sua campanha eleitoral. Marr simplesmente pediu a ele que parasse imediatamente de dizer que era fã de seu ex-grupo. Apenas.

Show em Sampa

No próximo domingo Johnny Marr vem outra vez a São Paulo, desta vez para tocar no Festival Cultura Inglesa – que nesta edição (informações aqui) se une à programação da Virada Cultural. Na bagagem, o guitarrista traz seu rico legado com os Smiths e dois ótimos discos solo: The Messenger (2013) e Playland (2014). Marr divulgou nesta semana o clipe da faixa “Candidate” (vídeo abaixo), canção que integra o álbum Playland. A música também fará parte do single que o guitarrista lança no próximo dia 29 de junho. O músico, aliás, anunciou recentemente que já trabalha em seu próximo disco – que inclusive deve chegar às lojas ainda neste ano.

Aos 17 anos, Marr já era guitarrista dos Smiths. Hoje, com 51, parece viver seu melhor momento como músico – fez um show incrível em 2014, no Lollapalooza. É engraçado, mas sempre que leio uma entrevista com Johnny Marr lembro de uma das primeiras vezes que li sobre ele. Não recordo qual era o veículo, apenas de uma das perguntas por ele respondidas, sobre melhores guitarristas ou algo assim. Marr colocou em sua lista James Williamson, que integrou a formação dos Stooges responsável pelo o álbum Raw Power (1973).

Resumo musical

Titãs voltam mais pesados

Eu vivo dizendo por aqui que o nosso rock mainstream precisa se renovar – até porque alguns roqueiros ultimamente têm adotado uma postura mais conservadora, inclusive em posicionamentos políticos, o que é uma pena. Ao lançar o álbumNheengatu, à primeira vista, os Titãs parecem trazer novos ares ao rock nacional. Um exemplo é a nervosa faixa “Fardado”, primeiro single do disco, que dialoga com o clássico “Polícia” (da fase Cabeça de Dinossauro). Mandaram bem.

 

Outra faixa inédita do Moz

O gênio Morrissey lança no próximo dia 14 de julho o álbumWorld Peace Is None of Your Business (adoro esse nome). Nesta semana, durante uma apresentação no Opera House, em Boston, o cantor apresentou ao público a faixa “Kick The Bride Down The Aisle”, que vai integrar seu novo trabalho. Quero ver o Moz no Brasil neste ano, e você? Hehe.

 

La Roux divulga “Tropical Chancer”

Outra faixa inédita que circulou na web nesta semana é”Tropical Chancer”, da cantora La Roux. A canção integra o novo álbum da artista, Trouble in Paradise, cujas faixas “Let Me Down Gently” e “Uptight Downtown” já haviam sido divulgadas nas últimas semanas. Achei que essa “Tropical Chancer” mantém o bom nível dos singles anteriores.

 

Arcade Fire toca Smiths e Echo & The Bunnymen

Já faz mais de uma semana, mas eu não poderia deixar de comentar o giro que o Arcade Fire deu no Reino Unido em sua recente turnê. Em uma espécie de homenagem ao rock britânico, o grupo tocou clássicos como“London”, da lendária banda Smiths, e “The Cutter”, do Echo & The Bunnymen, com direito a participação especial de Ian McCulloch. Acho que não preciso dizer mais nada, né?

 

O retorno do Strokes

Os Strokes já foram chamados de “salvação do rock”, lançaram discos regulares, mas desde o álbumIs This It entraram definitivamente no cenário musical contemporâneo. Já vi dois shows deles aqui no Brasil, gostei de ambos, embora ache que a banda tenha lançado discos bem irregulares depois de sua ótima estreia em 2001. A volta aos palcos, após um período de férias, ocorreu no festival Governors Ball, na última semana, em Nova Iorque. Li críticas dizendo que eles não estavam muito inspirados, mas gostei dos vídeos que assisti. Ainda não se sabe sobre um eventual próximo disco de estúdio do grupo (após o renegado Comedown Machine, que eu gosto), mas acho legal que o grupo continue no cenário musical. Sinceramente.

Um peregrino absorto no Lollapalooza 2014

Lolla parte 1: a peregrinação das massas

Preparo físico. Este era o quesito necessário para acompanhar a maratona de shows do Lollapalooza 2014, e a considerável distância existente entre os palcos – que exigia certa peregrinação das massas indie-roqueiras. O lado bom é que o som de uma atração não interferiu no som da outra, o lado chato, é que as pernas foram bastante exigidas. Mas em suma, o novo formado do festival está aprovado.

Sábado (5), o sol forte do começo de tarde fritava a cabeça da molecada quando o stroke Julian Casablancas subiu ao palco para uma apresentação, digamos, bem estranha. O som não estava bom e o repertório soou esquisito. Não sei, mas logo à primeira audição algumas faixas do novo álbum do músico (que deve sair em breve) parecem difíceis, sem contar que ele forçou um estilo gritado de cantar fora do contexto (achei). O que salvou o show de um desastre maior foi “Take It Or Leave It”. Só.

Já a cantora Lorde mostrou o porquê do seu hype, tocou praticamente seu álbum de estreia na íntegra e teve o público nas mãos do início ao fim.  Presença de palco admirável, setlist com o hit “Royals” – que nem de longe é a melhor canção da moça – e a inusitada cover de “Hold My Liquor”, do Kanye West. Genial. Em seguida, fiz uma conexão Nação Zumbi-NIN. Peguei o começo da banda do Recife e o final do grupo liderado pelo Trent Reznor. Saldo positivo: batuquei ao som do maracatu-samba-rock “Samba Makossae” e ainda consegui ver o Nine Inch Nails tocar “Hurt” – impossível não lembrar de Johnny Cash.

Vale deixar aqui uma menção especial ao duo britânico Disclosure. Não sei até onde esta ótima dupla pode chegar, mas o fato é que o Disclosure foi “a atração” do primeiro dia do Lolla 2014. Com o repertório focado no ótimo Settle, discão que lançou a dupla, o Disclosure trouxe ao palco Interlagos a atmosfera sonora da dance music dos anos 90, contextualizada com o cenário musical de hoje, com belíssimas vozes inseridas em meio às batidas e efeitos sonoros. Impecável.

Lolla parte 2: absorto…

Domingo, dia 6. Entrei pelo Portão 9 (acho que era esse o número) e atravessei o mais rápido de pude, do palco Interlagos ao Onix, onde o Johnny Marr tocaria. A sorte estava comigo, pensei que show fosse começar às 14h em ponto, cheguei às 14h05, desesperado, e fiquei sabendo que ainda dispunha de quinze minutos. Foi uma ótima notícia saber que eu estava errado, Marr e sua banda estavam programados para tocar às 14h20.

A correria se justifica pelo fato de eu ser um grande fã do grupo Smiths, e com isso não poderia deixar de ver o Johnny Marr – e eu sabia que o setlist seria recheado de clássicos da banda britânica. Além disso, o álbum solo do cara, The Messenger, é um belo trabalho. Em determinado momento, pensei: “é isto, o show está ótimo”, quando Marr anuncia uma “surpresa” e chama ao palco o baixista Andy Rourke para formar um “meio Smiths”. Morri. Juntos, tocaram o clássico “How Soon Is Now?”. Ao final, para quase arrancar lágrimas do autor deste texto, Marr tocou uma das canções da minha vida, “There’s A Light That Never Goes Out”. Novamente morri.

Permaneci por um tempo absorto, e em seguida retornei, aos poucos. Hora de seguir rumo ao palco Interlagos, para ver as meninas do Savages. Me senti em Londres, ou Manchester, no final da década de 1970. A banda inglesa Savages foi intensa, com todos os elementos de pós-punk possíveis, que vez ou outra ficam simplesmente puro punk, com baixo, guitarra e bateria unidos em prol de uma agressividade romântica ímpar. E a vocalista Jenny Beth é de outro planeta, parece reunir um pouco de Ian Curtis e Siouxsie Sioux (dá pra imaginar?). Acho que vou ficar alguns dias cantarolando “No Face” e “City’s Full”. Grande show.

Tudo bem, o Pixies veio sem a Kim Deal, que não faz mais parte da banda, mas nem por isso o show deixou de ser especial. Foram mais de 20 canções (acho que perdi a conta, hehe), com praticamente todos os clássicos do lendário grupo norte-americano, destaque para “Hey”, “Gouge Away” e a baladinha clássica “Here Comes Your Man” – e algumas boas faixas do último EP lançado por Francis Black e companhia. Lindo, lindo, lindo. Ah, vi o final do Jake Bugg também, o garoto-prodígio que faz um folk rock contemporâneo e que tem recebido boas críticas. Acho que peguei as três ultimas canções, entre elas o belo hit “Lightning Bolt”, mas o fato que me fez dizer: “esse moleque é legal”, foi a versão brilhante para “My My, Hey Hey”, do Neil Young.

Minha dúvida cruel foi escolher entre Arcade Fire, banda que lançou recentemente o lindo Reflektor, e o New Order, que apesar de não estar no auge é um clássico que eu ainda não havia visto. Decidi forçar as pernas e tentar pegar um pouco de cada apresentação. Deu certo. Assisti às cinco (ou seis, não lembro) primeiras faixas do Arcade Fire – consegui ver “Reflektor”, “Flashbulb Eyes” e “The Suburbs”, entre outras – e voei para o New Order com tempo hábil de ver a reta final do show, que teve o hino “Love Will Tear Us Apart”, do pré-New Order Joy Division como momento derradeiro. Casado, e quase sem voz, voltei pra casa com o sentimento de dever cumprido. Nos vemos em 2015, Lolla.

Resumo musical

O centenário de Muddy Waters

A lenda do blues Muddy Waters completaria cem anos no último dia 4 de abril. A data não poderia passar despercebida aqui no Cultura no Prato. Se o jovem Brian Jones decidiu batizar o nome de sua nova banda – à época o embrião que originou os Rolling Stones – inspirado em uma canção do bluesman, é por conta de sua importância ímpar. Nos anos 40, Muddy Waters se mudou para Chicago, onde acompanhou e participou diretamente da evolução do blues, da fase acústica à eletrônica. Não à toa nomes como Rolling Stones, Jimi Hendrix e Eric Clapton levaram as lições dele ao rock. Se hoje temos artistas como Gary Clark Jr., é porque um dia Muddy Waters escreveu a cartilha de “como fazer blues com o coração”.

 

QOTSA mostra “My God is the Sun” versão de estúdio

Após tocarem em primeira mão a faixa “My God is The Sun” no Lollapalooza Brasil, o Queens of The Stone Age divulgou nesta semana a versão de estúdio da canção. O single irá integrar o próximo disco do grupo, Like Clockwork, que chega às lojas em 3 de junho. A banda anunciou também as faixas que irão compor o novo trabalho, clique aqui e confira.

 

CSS divulga faixa inédita

O CSS (Cansei de Ser Sexy), a banda brasileira mais internacional do país – ao lado do Sepultura, claro –, divulgou nesta semana a canção “Hangover”, faixa que irá compor o próximo disco da banda, Planta, previsto para chegar às lojas em 11 de junho (nos EUA). O trabalho será o primeiro desde a saída de Adriano, que hoje integra o duo Madrid. Com uma sonoridade mais “world music”, a nova canção remete (um pouco) a Joe Strummer and The Mescaleros e MIA, o que não deixa de ser legal (hehe).

 

Antes de chegar a Sampa, Cat Power toca canção inédita no Jools Holland

A cantora Cat Power se apresentou no programa do Jools Holland desta semana. Durante o show, a musa indie mostrou a canção inédita “Bully”. A faixa traz uma sonoridade mais próxima de trabalhos como The Greatest, sem a presença dos recursos eletrônicos de seu último disco, Sun. Cat Power vem a São Paulo em maio para tocar no Cine Joia, segundo a organização no evento, os ingressos devem esgotar em poucos dias.

 

Um chá com o gênio Morrissey

Ontem a BBC exibiu outro trecho do documentário “Nice Cup of Tea”, investigação feita pela comediante britânica Victoria Wood sobre a bebida mais apreciada pelos ingleses. A surpresa do último episódio do programa foi a presença do gênio Morrissey, recentemente afastado dos palcos por problemas de saúde. Simpático, o músico recebeu Victoria Wood para o tradicional chá da tarde e falou sobre sua admiração pela bebida. “Um dia eu decidi tentar ter um dia completo sem chá. Fiquei bastante perturbado”, disse Morrissey. A aparição do lendário vocalista dos Smiths coincide justamente com o relançamento do álbum Kill Uncle (1993), que ocorre oficialmente nesta sexta-feira. O disco, aliás, é item obrigatório em qualquer discografia séria de rock.

Raridade da banda Smiths vaza na web

A banda britânica Smiths, em 1983.
A banda britânica Smiths, em 1983.

  

O título deste texto expressa a alegria que tomou conta do universo indie na manhã desta quarta-feira (20), por conta da divulgação de uma demo inédita da lendária banda Smiths, gravada em 1983. Usei o termo ‘indie’ para citar o público que admira bandas que vão de Arctic Monkeys a Libertines, mas me refiro também aos fãs de britpop e de bandas nascidas na década de oitenta. Um verdadeiro arrastão.

Batizada The Pablo Cuckoo Tape, a tal fita foi gravada durante uma sessão do lendário grupo britânico em Manchester, de acordo com o baterista Mike Joyce. O material, que já virou relíquia, é composto por oito faixas (ouça na íntegra a seguir).

Com o vazamento na web, a expectativa é que os ex-colegas de banda relancem o trabalho inédito de maneira digna, em versão comemorativa à altura de sua grandeza (já pensou?). Atualmente, Johnny Marr segue com a turnê de seu disco de estreia, The Messenger, já a saúde de Morrissey tem sido motivo de preocupação para os fãs – fato que obrigou o músico a cancelar diversos shows.

Enquanto aguardamos a saúde do grande Morrissey voltar ao normal e uma visita de Marr ao Brasil, vamos curtir The Pablo Cuckoo Tape, na íntegra, que chegou para animar essa quarta-feira cinzenta.  

 

O tracklist de Pablo Cuckoo Tape:

01. “You’ve Got Everything Now”

02. “Accept Yourself”

03. “What Difference Does It Make?”

04. “Reel Around The Fountain”

04. “These Things Take Time”

05. “I Don’t Owe You Anything”

06. “Hand In Glove”

07. “Handsome Devil”

08. “Miserable Lie”

A ‘festinha’ do Dinosaur Jr., com as presenças de Johnny Marr, Frank Black e Kim Gordon

 

Imagine um final de semana chato. Pensou? Assim caminhava o meu – principalmente após a derrota do meu time, no domingo (haha) – quando li o texto no site da Rolling Stone gringa sobre o show do último sábado, que celebrou os 25 anos do clássico You’re Living All Over Me, do incrível grupo norte-americano Dinosaur Jr. Pronto, nem tudo estava perdido (ou chato, ou futebolístico).  

Se você curte o rock alternativo (estadunidense), entre o final dos anos 80 e começo dos 90, período no qual nasceram bandas como Pixies, Sonic Youth e, posteriormente, um tal Nirvana, o álbum You’re Living All Over Me deve ocupar lugar importante na sua discografia – caso contrário, trate de comprá-lo já. O disco foi o primeiro trabalho do Dinosaur Jr. lançado pela gravadora SST Records e é composto por hinos do porte de “Little Fury Things”, sem firulas.

Voltando ao show de aniversário, o grupo recebeu no último sábado ninguém menos que Johnny Marr (Smiths), Frank Black (Pixies), Kim Gordon e Lee Renaldo (Sonic Youth), além de Fred Armisen (SNL), Tommy Stinson (The Replacements/Guns N Roses), e John Petkovic (estes três últimos participam do vídeo acima).

A apresentação foi incrível, dividia em duas partes. Enquanto a primeira trazia o álbum “You’re”, na íntegra, a outra foi marcada por covers geniais, entre elas Smiths, com Johnny Marr na guitar, e Stooges (vídeo acima) – grupo seminal que influenciou toda essa avalanche de bandas citadas acima. Simplesmente histórico.