Blur, Lana e Palma Violets elevam temperatura do Planeta Terra

O quarteto inglês Palma Violets fez um dos shows mais eletrizantes desta edição do Planeta Terra.

 

Não foi somente o sol que fez a temperatura ferver no último sábado, 9 de novembro. Na ocasião, a cidade de São Paulo recebeu mais uma vez o famoso festival indie Planeta Terra, que ocorreu pela primeira vez no Campo de Marte. Espaço reduzido em relação às outras edições do evento, é verdade, mas o PT ficou mais aconchegante e a tal “nova casa do festival” está aprovada. O local permite uma visão bem boa, mesmo para quem não estava tão perto do palco (neste caso, em ambos).

Problemas? Pouca coisa, o som do show do Beck invadiu, em alguns momentos, a apresentação da Lana – de maneira bem tímida – e à noite os locais onde a galera retirava os “comes e bebes” ficaram um pouco cheios. No mais, o PT foi um sucesso. Entrei quando a Clarice Falcão tinha acabado de subir ao palco, e ela mandou bem, com direito a participação do namorado da cantora, que também integra o coletivo humorístico Porta dos Fundos. Neste momento eu já me preparava para ver o Palma Violets, um dos principais motivos que me levaram ao PT deste ano. Banda inglesa das boas, que acabou de lançar seu álbum de estreia, 180.

Pouco conhecido por aqui (ainda), foi possível ver o quarteto bem de perto, durante um show com cara e energia de clubinho alternativo. No repertório as faixas do primeiro disco dos caras: “Last of the Summer Wine”, “Step Up for the Cool Cats” e “We Found Love”. A sonoridade passeia entre Stones (fase Aftermath), Clash e Libertines (primeiro disco), e a energia do show foi “bem Ramones”. Ah, o refrão do hino “Best of Friends”  foi gritado com bastante euforia pelo público do gargarejo.

Já a Lana Del Rey tem um fator curioso: os fãs. De longe foi o show no qual o público mais interagiu, a molecada sabia letra por letra – tipo aulinha de inglês – e as meninas (e alguns meninos) copiavam o visual da cantora exibindo coroas de flores na cabeça. A empolgação pop que a moça provocou antecipadamente foi justificada com um belo show, com set list bem selecionado e interação com a plateia – a musa distribuiu autógrafos e “selinhos” na primeira fila (hehe). Momentos arrebatadores ao som de “Born to Die”, “Blue Jeans”, “National Anthem” e “Summertime Sadness”. A Lana foi um dos pontos altos do PT.

Vamos ao headliner Blur. A banda inglesa, ex-rival do Oasis (hehe), fez um show absurdo de bom, demonstrou energia e subiu ao palco para mostrar seu set list ‘greatest hits’. Foi mágico. A apresentação começou com “Girls and Boys”, passou por “Caramel”, por “Coffee and TV” e quase me fez chorar em “Tender” – há tempos queria ver essa faixa ao vivo. Menção importante também à entrega total de Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree, os caras tocaram muito.  O bis ainda teve “The Universal” (vídeo acima) e “Song 2”, que levaram o público ao êxtase completo.

Minha relação com o Blur é engraçada, demorei a gostar da banda. Sério. Mas assim que entrei em contato com o disco Parklife (1994), após sugestão de um amigo, passei a gostar do grupo – admiração que aumentou muito com o passar dos anos. O show que vi no PT reforçou minha posição de fã. Ao final da apresentação, Damon disse: “Nos vemos na Copa do Mundo”. Combinado!

Vale destacar também o groove do BNegão & Os Seletores de Frequência e o hip hop do The Roots, que mandou uma versão inusitada para “Sweet Child Of Mine” (hehe). A seguir, separei alguns destaques deste PT. Que venha o próximo festival (Lolla?).

 

 

Resumo musical

Savages e o vídeo (cool) inspirado em um romance do escritor Kurt Vonnegut

A banda mais pós-punk da atualidade, a britânica Savages, lançou neste ano o ótimo Silence Yourself. O álbum estava entre os indicados ao prêmio Mercury Prize, a homenagem mais importante que um músico do Reino Unido pode receber em seu território – você vai ler mais sobre a cerimônia nesta post. Nesta semana o grupo lançou o clipe da faixa “Marshal Dear”, outra canção “absurda de boa” que integra o disco de estreia da banda. O vídeo exibe uma animação dark elaborada pelo artista Gergely Wootsch, em parceria com a guitarrista do Savages, Gemma Thompson. O roteiro, idealizado por Thompson, é baseado em uma cena do romance Slaughterhouse Five, do escritor Kurt Vonnegut. Cool.

 

O Blur está chegando (com homenagem ao Lou na bagagem!)

Foi somente um trechinho, mas o Blur se juntou ao time de artistas que prestou homenagem ao grande Lou Reed nesta semana, durante uma apresentação em Lima, no Peru. O show integra a mesma turnê que passará por São Paulo no próximo dia 9 de novembro, durante o Planeta Terra 2013. O Cultura no Prato estará no evento e irá preparar um material bacana para você curtir aqui no blog. Bom, sobre o possível repertório do Blur em São Paulo, o setlist não deve fugir muito do apresentado ao público peruano, que contou com as faixas “Girls & Boys”, “There’s No Other Way” e “Beetlebum”, “Song 2”, Coffee & TV’ e “Satellite of Love” (Lou Reed, yeah!), entre outras faixas. Ao que tudo indica, teremos show dos bons por aqui.

 

James Blake fatura o Mercury Prize

Ele roubou a cena. Quem achava que o badalado prêmio britânico Mercury Prize seria, inevitavelmente do bombado Arctic Monkeys se enganou feio. Alíás, entre os indicados figurava também a lenda David Bowie. Não teve jeito, o dono da noite acabou sendo o músico James Blake, com seu recém-lançado Overgrown, disco que traz várias referências, que vão de batidas eletrônicas, hip hop e pitadas alternativas. Por falar na influência que o músico traz do rap, nesta semana James Blake divulgou uma versão para “Come Thru”, do rapper Drake. Clique aqui e ouça. A seguir você confere o cantor recebendo o importante Mercury Prize.

 

Bowie lança novo vídeo (que custou apenas R$ 30)

O gênio David Bowie divulgou na última quarta-feira (30) o vídeo da canção “Love Is Lost”. Com apenas oito libras (o que dá, mais ou menos, R$ 30), o camaleão usou uma câmera que tinha em sua casa e mandou ver nas imagens. A versão que você ouve no vídeo foi remixada pelo músico-faz-tudo James Murphy, sim, o mesmo do LCD Soundsystem. A faixa irá integrar o luxuoso “The Next Day Extra”, com data de lançamento prevista para o próximo dia 5. O material vai trazer dois CDs, um deles com material extra, e um DVD com os vídeos dos respectivos singles do álbum.

 

Ah, tem as Dum Dum Girls de vídeo novo

O próximo álbum da banda Dum Dum Girls, Too True, chega às lojas em 27 de janeiro de 2014 – anote aí. O primeiro single do novo trabalho é a faixa “Lost Boys and Girls Club”, de sonoridade sexy e feita para dançar coladinho. A canção ganhou um vídeo, divulgado nesta semana, com imagens, digamos, bem selvagens (hehe). O disco Too True será lançado nos Estados Unidos pelo selo cool Sub Pop – o setlist você confere no site da Pitchfork.

 

Resumo musical

Placebo lança teaser de novo álbum

Em tempos de teasers, banda sumida também resolve aparecer (hehe). O grupo britânico Placebo, cujo último trabalho é o disco Battle For The Sun (2009), divulgou nesta semana um trecho do vídeo da faixa “Loud Like Love”, música que dá nome ao próximo trabalho da banda. O novo álbum do Placebo chega às lojas em 16 de setembro e foi produzido por Adam Noble. Gostei do refrão de “Loud Like Love”, e você?

 

Confirmado no Planeta Terra, Beck divulga faixa inédita 

Atração do Planeta Terra 2013 – o festival indie favorito de Sampa –, o cantor Beck divulgou nesta semana a canção “Defriended”. Como uma espécie de balada eletrônica, experimental e com traços de Radiohead, a faixa pode (ou não) sinalizar uma nova empreitada musical do artista. Algumas publicações especializadas em música estão dizendo que o músico vai lançar um álbum acústico no segundo semestre deste ano e, logo em seguida, um álbum ‘oficial’ de estúdio. Quer saber o que tudo isso indica? O show do Beck em São Paulo terá novidades no repertório.

 

Black Sabbath lives!

Ozzy, Iommi e Butler estão de volta. E nós brasileiros devemos comemorar bastante. Como se não bastasse os shows do Black Sabbath agendados no país – Porto Alegre (9/10), São Paulo (11/10) e Rio de Janeiro (13/10) –, o grupo lançou nesta semana o álbum 13 – achei o nome incrível. Para promover o disco, na última segunda-feira, a banda divulgou o clipe da canção “God Is Dead?”, primeiro single do novo trabalho. Um dia depois foi a vez do vídeo de “End of the Beginning” decretar de vez o reinado do Sabbath nesta semana. E o que é mais importante: a sonoridade continua boa como na década de 1970.

 

QOTSA faz cover de Robin Thicke

O Queens of the Stone Age visitou o programa Live Lounge, da BBC Radio 1, na última segunda-feira, e revolveu fazer um cover inusitado. Durante a apresentação, o grupo do genial Josh Homme tocou uma versão acústica para “Blurred Lines”, do cantor e compositor Robin Thicke, famoso por assinar canções de artistas pop como Christina Aguilera e Mya, Brandy (imagina só). Se originalmente a faixa traz Robin Thicke dividindo os vocais com Pharrell e T.I., o QOTSA aposta nos acordes de violão. Pode aumentar o som!

 

Haim leva hit (e meiguice) ao programa do David Letterman

O álbum de estreia do trio feminino Haim (cujo quarto integrante é o baterista Dash Hutton), ainda está cercado de mistério. O lançamento deve ficar mesmo para o segundo semestre deste ano, mas enquanto isso, o sucesso da banda segue em fase de ascensão. Nesta semana as meninas (e o brother) visitaram o programa do David Letterman e tocaram o hit “Forever” – canção que já chegou aos clubinhos da Augusta e tal. Ao final da apresentação, as irmãs Este, Danielle e Alana trocaram elogios bonitinhos com o apresentador (Ownnn, haha).

Planeta Terra 2012: meninas arrasam e Brett Anderson mostra ‘escola Morrissey’

 

Foi uma tarde cinzenta, com muita chuva, que marcou a edição 2012 do festival alternativo Planeta Terra. Mais indie que isso, impossível. Antes de sair de casa rumo ao Jockey Club, local que recebeu e evento, fiz questão de anotar um cronograma de ‘shows obrigatórios’, lista que incluía Best Coast, Suede, Azealia Banks e Garbage – nessa ordem.

Com a chuva controlada, o final de tarde ouviu os primeiros acordes do show do grupo californiano Best Coast (vídeo acima). Com Bethany Cosentino toda de preto, figurino que destacava sua guitarra modelo Fender Telecaster creme, a banda emendou hits de seus dois álbuns Crazy for You (2010) e The Only Place (2012). Talvez pela magia de melodias ensolaradas como “Crazy for You”, “Summer Mood” e “The Only Place”, ou mera coincidência, o sol deu o ar da graça durante um trecho da apresentação. A aparição foi tão marcante que até a Bethany emendou: “Trouxemos o sol” – sem dúvida, um dos melhores momentos do festival. Vale destacar ainda a força do set-list, que contou com faixas “Do You Love Me Like You Use”, “I Want To”, “When I’m With You” e a canção-baladinha-fofa “Boyfriend”.

O Suede subiu ao palco com a responsa de agradar os fãs, que há muitos anos esperavam uma visita da banda ao Brasil. E o grupo de Brett Anderson não desapontou, fez bonito, jogou pra torcida, com um set-list jeitão ‘greatest hits’. Enquanto canções como “She”, “Trash”, “Animal Nitrate” e “We Are the Pigs” faziam a galera soltar a voz, dois caras ao meu lado, que não conheciam a banda, perguntaram: “esse cara lembra demais o Morrissey, dos Smiths, não é mesmo?”. Achei o comentário engraçado e respondi: “Ele (Brett Anderson) integra uma banda inglesa dos anos 90 e, assim como os demais grupos de sua época, passaram pela escola Morrissey”.

Olhei para o relógio e percebi que era necessário correr para ver a pimentinha Azealia Banks. Precisei sacrificar “New Generation” e “Beautiful Ones”, que fecharam o show do Suede, sorry Brett. Dei sorte, cheguei poucos minutos antes do DJ da rapper iniciar a apresentação. Quando a moça entrou, de topzinho brilhante e cabelão solto, mandou ver a sequência matadora de “Out of Space”, “Neptune?”, “Atlantis” e “Fuck Up the Fun”, todas da mixtape lançada por Azealia neste ano. Com uma energia contagiante, que impressionou até o público que não conhecia a cantora, a rapper fez jus ao rótulo de um dos nomes mais cool (segundo a NME) desse tal ‘novo rap’. A nota triste ficou por conta do show curto, mas eletrizante, de apenas meia hora. A frase “é a minha primeira vez na América do Sul, façam barulho por isso”, dita por Azealia, vai ficar na lembrança, assim como as diversas vezes em que a cantora disse “fuck” e “bitch”, hehe. Azealia ainda tocou “Luxury”, “Liquorice”, “Esta Noche” e “212”, fazendo a galera agitar do início ao fim. Baita show.

Restava apenas o Garbage para que a minha missão fosse cumprida. A primeira vez de Shirley Manson e cia no Brasil, outro momento ‘revival anos 90’ do Planeta Terra. E, para a minha alegria, outro grande show. No entanto, diferente do Suede, o Garbage procurou mesclar canções do novo disco Not Your Kink of Poeple e clássicos que marcaram a carreira do grupo. A figura imponente de Shirley Manson é um show à parte, a musa manteve o público em suas mães enquanto cantava “Automatic Systematic Habit”, “Paranoid” e “Why do You Love Me?”.

O baterista Butch Vig, também conhecido por ter produzido o álbum Nevermind, de um tal Nirvana, destacou a importância da vinda do grupo ao Brasil, enquanto Shirley Manson fez questão de reforçar: “um grande obrigado a todos que nos esperaram por tanto tempo. Desculpe por terem feito vocês esperarem tantos anos. Agora estamos aqui em São Paulo, no Brasil”, disse. Ainda houve tempo para o Garbage tocar “Queer”, “Stupid Girl”, “Cherry Lips dn 1/2 Step” e “Blood for Poppies”. A derradeira canção gerou expectativa, era possível ouvir cochichos como: “será que vai chover, será que vai chover?”. Não choveu, mas Shirley entoou os versos de “Only Happy”, música que melhor traduz o clima cinzento e vibrante que marcou esta edição do festival favorito dos indies: “I’m only happy when it rains…”. Ah, o evento ainda contou com os shows dos grupos Gossip e Kings of Leon que, segundo a opinião da galera e da crítica, também mandaram bem! Nos vemos na edição 2013.

 

Resumo musical da semana

Neil Young e a Crazy Horse agitam a estrada

O titio Neil Young e a Crazy Horse divulgaram nesta semana outro belo vídeo, desta vez da canção “Twisted Road”, que irá integrar o álbum duplo Psychedelic Pill, previsto para chegar às lojas em 30 de outubro – o segundo disco dos caras neste ano. Eu já havia comentado sobre a letra da música por aqui, mas, o vídeo com ares de road movie, num climão meio Into The Wild, merece destaque. Se a letra passeia por canções que fizeram a cabeça de Neil Young e seus brothers, o vídeo traz lembranças de viagens e shows de nomes como Bob Dylan, Roy Orbinson e Grateful Dead. Aumente o som!

 

Karina Buhr no cinema, mermão!

A cantora e performer Karina Buhr gravou uma participação especial no filme Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes, um dos destaques da 36ª Mostra Internacional de Cinema, evento que começa hoje (19), em Sampa. No teaser abaixo dá pra conferir o trecho no qual Karina Buhr canta a bela “Mira Ira”.

 

O EP novo dos Black Keys

A atração mais aguardada do festival gringo Lollapalooza – na minha opinião, claro –, o duo Black Keys, lançou na última semana o EP Tour Rehearsal Tapes, gravado ao vivo no estúdio, em dezembro de 2011. O trabalho já está disponível no iTunes. A dupla ainda afirmou recentemente que já está trabalhando novas faixas que irão integrar o próximo álbum da banda, previsto para 2013 – mesmo ano que eles tocarão no Brasil. Rá! Abaixo você confere a versão studio-live de “Dead and Gone”.

 

O vídeo aquático do XX

Eis outro belo fruto do álbum Coexist, do grupo XX. Nesta semana a banda divulgou o vídeo do single “Chained”, produzido por Young Replicant, em parceria com o The Creators Project. As imagens aquáticas impressionam, mas, segundo os próprios caras do XX, “fizeram a banda passar dois dias submersa”. Exageros à parte, o resultado foi satisfatório.

 

Paul Banks agora é solo

O líder do Interpol, Paul Banks, se aventura em carreira solo, aproveitando a pausa de sua banda. O álbum Banks será lançado em 23 de outubro, pelo selo Matador Records. A canção “The Base” (vídeo abaixo) está disponível para dowload e o disco pode ser escutado na íntegra aqui. A sonoridade do Interpol é presença marcada, o que não se trata de nenhum deslize.

 

Toca Patti, Shirley!

Antes de fazer o palco do Planeta Terra tremer, no próximo sábado (20), Shirley Manson e seu Garbage fizeram uma apresentação memorável em Houston, na última semana. Em determinado momento, Shirley convocou a vocalista da banda Screaming Females, responsável pela abertura do show, para um belo cover de “Because The Night”, da poeta-punk Patti Smith. Vale lembrar, que o show agendado para esta semana em São Paulo marcará a primeira visita do Garbage ao Brasil. Show histórico à vista!

Resumo musical da semana

O bar underground dos Black Keys

Ainda colhendo os frutos do ótimo El Camino, a dupla Black Keys divulgou nesta semana o vídeo da canção “Little Black Submarine”. Gravado no clube Springwater Supper, em Nashville, o clipe mostra os caras em um local pequeno, cujo clima é de ‘inferninho underground’. Uma das possíveis atrações do próximo Lollapalooza Brasil, o Black Keys vai do começo quase acústico a uma potente explosão sonora em “Little Black Submarine” – com destaque para a bateria, que detona. Não sei se já disse isso por aqui, mas acho que o batera Patrick Carney lembra demais o Scott Ashenton, dos Stooges. Diz aí?

 

Taylor Swift fica cool na versão Vaccines

Os Vaccines estão em lua de mel com os fãs. Além de lançarem nesta semana o aguardado Come Of Age, o grupo se apresentou no último dia 3 no Live Lounge, de Fearne Cotton, tradicional programa de música pop da BBC. Os grupos que passam por lá costumam tocar uma canção própria e um cover. Quem esperava que o grupo britânico tocasse algo cult-moderninho ficou surpreso. Na hora da releitura, os Vaccines mandaram “We Are Never Ever Getting Back Together” da cantor pop-country Taylor Swift. Acredite, ficou bem interessante.

 

Robert Johnson lives!

Que a história de Robert Johnson é macabra todo mundo já sabe – reza a lenda que a lenda do blues fez um pacto com o diabo em troca de habilidade musical e sucesso. Ponto. No entanto, nas últimas semanas um vídeo elaborado pela Robert Johnson Blues Foundation, entidade idealizada por familiares do músico, pipocou nas redes sociais. O vídeo (meio sinistro) é uma animação criada em 2008, meio no ‘esquema holograma’, baseada em uma das poucas imagens conhecidas do músico – Robert possui apenas duas fotos oficiais. A divulgação maciça ocorreu por conta do aniversário da morte de Robert Johnson, em 16 de agosto. Em tempos de holograma, dá até para imaginar o bluesman dividindo o mesmo palco com o Eric Clapton, por exemplo (hehe).

 

O incrível retorno do Run DMC

Um dos precursores do rap, o Run DMC voltou aos palcos no último dia 3 de setembro. O grupo havia pendurado as chuteiras desde a morte de Jam-Master Jay, em 2002. O show antológico ocorreu no festival Made In America, evento que também contou com Jay-Z, Hives, Odd Future e Pearl Jam, entre outros nomes. Maaas, o assunto aqui é a volta, após dez anos longe dos palcos, deste verdadeiro ícone do hip-hop – capaz de influenciar gente como os Beastie Boys, vai vendo. O legal é que as apresentações não param por aí, o Run DMCgarantiu presença no Fun Fun Fest 2012, em novembro. Yeah. 

 

A garota hot do novo rap: Azealia Banks

Azealia Banks, a garota mais cool do novo rap, lançou nesta semana o vídeo da canção “1991”, que integra e dá nome ao seu recém-lançado EP. No vídeo, a moça é flagrada em imagens sensuais, na canção cuja sonoridade é um ‘mix’ muito interessante de dance music e rap. Azealia Banks é uma das atrações do aguardado festival Planeta Terra, que ocorre em outubro, no Jockey Club, em Sampa.

Resumo musical da semana

Karen O na trilha sonora do próximo filme de Tim Burton

O incrível grupo Yeah Yeah Yeahs anda sumido. Mas, nem por isso a vocalista Karen O deixou de trabalhar. Após estar envolvida em projetos paralelos, Karen gravou a canção “Strange Love”, que irá integrar a trilha sonora do próximo filme do sombrio e genial Tim Burton, chamado Frankenweenie. A faixa possui uma atmosfera alegre, quase tropical e, claro, conta com a belíssima voz de Karen. O filme e a trilha sonora serão lançados em 25 de setembro. No site da NME é possível conferir todas as faixas que irão compor o álbum. A seguir você ouve um trecho da canção. Quer uma dica? Clique aqui e ouça na íntegra.    

 

Planeta Terra fecha line-up e resgata o ícone Suede

Como se não bastasse trazer o Garbage pela primeira vez ao Brasil, a organização do festival indie Planeta Terra, que neste ano vai ocorrer no Jockey Club, divulgou o line-up definitivo do evento. O principal destaque? O grupo inglês Suede. Além disso, foram anunciados Kasabian,, The Drums, Little Boots e as brasileiras Mallu Magalhães, Banda Uó e Madrid. Conhecido por ser o ‘lado alternativo’ do britpop, enquanto Oasis e Bluir disputavam o primeiro lugar das paradas de sucesso, o Suede lançou ótimos discos, como Suede (1993) e Dog Man Star (1994), e exibia influências de David Bowie e T-Rex. Guarde esse nome.

 

O primeiro vídeo da trilogia do Green Day

A aguardada trilogia que irá celebrar os 25 de carreira do Green Day, ¡Uno!, Dos! e ¡Tré!, teve o vídeo do primeiro single, “Oh Love”, divulgado nesta semana. A canção traz melodias fortes, presentes em outros trabalhos do grupo. O disco ¡Uno! chega às lojas em 25 de setembro e os outros dois discos estão previstos para 13 de novembro e 15 de janeiro.

 

Enquanto isso, o Zeca zoa o funk

A turnê bem-sucedida do álbum O Disco do Ano, lançado por Zeca Baleiro neste ano, agora tem uma surpresa: o músico gravou uma faixa nova, chamada “Funk da Lama”, que irá encerrar os shows de sua atual turnê. Na letra, Zeca segue o clima descontraído do disco e zoa o funk, artistas pop-enjoativos e políticos caricatos. Rá!

 

 Lana, Lana…

Ela continua cruel, muito cruel. No bom sentido, claro. A musa pop-indie (se é que é possível ter esse rótulo) Lana Del Rey deu o que falar nesta semana, após o ‘vazamento’ da inédita “Big Bad Wolf”, no Youtube. A faixa, que talvez integre a edição especial do elogiado e odiado Born To Die (disco de estreia da moça), traz uma letra BEM provocante. Ao som de um pop básico, Lana canta “Big bad wolf come on and eat me up…”, uau!

 

A reestreia de Magical Mystery Tour

O filme estrelado pelos Beatles, “Magical Mystery Tour” (vídeo abaixo), lançado junto com o clássico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) será relançado em 27 de setembro. A edição comemorativa terá exibições no cinema e chega às lojas em uma edição deluxe. O Box terá DVD e Blu-ray do filme, um livreto de 60 páginas e sete EPs em vinil, que irão conter seis músicas novas, originalmente lançadas no Reino Unido para acompanhar o filme de 1967. Simplesmente incrível, fala sério.