Resumo musical

Karen O incrivelmente solo

Há tempos a vocalista do ótimo Yeah Yeah Yeahs, Karen O, tem mostrado ser uma artista de grande talento. O novo projeto da cantora, o álbum Crush Song, embasa a afirmação que abre este texto. No começo da semana, Karen O divulgou o vídeo do primeiro single do disco, a cadenciada “Rapt”, canção com os dois principais ingredientes de uma boa balada: violão e voz. O álbum Crush Song será lançado no dia 9 de setembro.

 

Jake Bugg e o estilo moleque-Bob Dylan

O título poderia ser também: “Jake Bugg e o estilo moleque-Neil Young”, mas tudo bem. O fato é que o cantor Jake Bugg já ganhou a Inglaterra e parte do mundo com seu som que mescla indie-rock com folk de responsa. Vi o show dele no Lollapalooza deste ano e o moleque manda bem mesmo. Nesta semana ele divulgou o vídeo da canção “There’s A Beast And We All Feed It”, do ótimo álbum Shangri La, cheio de colagens de imagens que não necessariamente possuem conexão, e parecem mais uma montanha de samples (hehe).

 

Beck divulga novo vídeo

Na verdade, são muitas novidades sobre o Beck nos últimos dias. Além de dividir o palco com Jack White, o músico lançou seu novo trabalho, o álbum Song Reader – detalhe, ele também lançou o disco Morning Phase em fevereiro deste ano. E é justamente do Morning Phase a canção que ganhou vídeo na última semana. A faixa se chama “Heart Is a Drum” e possui imagens em preto e branco que dialogam com a beleza da canção.

 

Ryan Adams fazendo cover do Grateful Dead

Para contribuir com a ONG MyMusicRx, que ajuda crianças hospitalizadas, o cantor Ryan Adams gravou uma versão acústica para “Whraf Rat”, do grupo Grateful Dead. O bonito gesto foi precedido pelo seguinte discurso: ““when I feel out of place, I like to listen to Grateful Dead. What I like about [“Wharf Rat”] is that it paints this picture, where you kind of go into this storybook world where you don’t really know who they are and what’s happening, and it kind of just takes you on a journey. I always feel better when I get to end of this long and weird story.” Sem mais.

 

O vídeo ensolarado, mas sombrio da Lana

O novo álbum da Lana Del Rey e os recentes depoimentos polêmicos da moça se conectam num clima sombrio, que remete a músicos que tiveram trajetórias trágicas. Não apenas no campo da música, mas na arte em si, há inúmeros exemplos de artistas que buscaram inspiração em temas sombrios – de Tim Burton a Edgar Allan Poe. No vídeo (lançado na última semana) da canção “Ultraviolence”, faixa que dá nome ao novo disco da cantora, o clima dark ganha traços bem interessantes. Confira.

Resumo musical

E rolou Blondie no Super Bowl, yeah!

Foi no pomposo (e às vezes “chatinho”) Super Bowl 2014 que ocorreu um dos shows mais legais da última semana. Ok, o assunto já foi abordado ao extremo, mas, pouco se falou da aparição do incrível Blondie – banda linda de punk-new-wave liderada pela também linda Debbie Harry. O Cultura no Prato não pode deixar passar este fato, não quando as canções escolhidas pelo grupo são “Call Me” e “Heart of Glass”. Clássicos!

 

Lirinha lança clipe de “Eletrônica Viva”

Na última sexta-feira o artista Lirinha subiu ao palco do Sesc Vila Mariana para lançar o vídeo da canção “Eletrônica Viva”. Na ocasião, a primeira exibição foi conferida em primeira mão pelo público que compareceu ao local. Nesta semana o novo clipe foi divulgado na plataforma Vímeo (clique aqui e veja). A direção é assinada por Mônica Rodrigues Fernandes e Mozart Fernandes, já o cenário contou com a participação do projeto artístico MorteVida, que fez uma intervenção bem interessante no vídeo.

 

Da série pop encontra o indie: Miley toca Monkeys

Curto demais essas coisas, sério. Covers insperadas sempre surpeendem, não importa o contexto. Já vimos por aqui até o Vanguart tocar Molejo, ou seja, não há limites – e isso é muito bom. Na última semana, a nova heroína pop, Miley Cyrus, gravou o famoso e ainda viável MTV Unplugged. Como se não bastasse receber a rainha pop Madonna, Cyrus decidiu também tocar “Why´d You Only Call Me When You´re High”, do hoje gigante Arctic Monkeys. O “acústico” deve ir ao ar em breve e a versão para o som dos Monkeys ficou bacaninha, sim. Confira a seguir.

 

Beck divulga “Waking Light”, outra do novo álbum

O cantor Beck lança no próximo dia 25 de fevereiro, via Capitol Records, seu próximo álbum, Morning Phase. Além da bela “Blue Moon”, que foi divulgada há poucos dias, o músico mostrou nesta semana outra faixa que irá compor o novo trabalho, chamada “Waking Light”. Não achei a canção tão boa quanto a “Blue…”, mas, é somente a singela opinião do autor deste texto (hehe).

 

Karen O e N.A.S.A celebram Bob Marley

A genial Karen O se juntou ao duo N.A.S.A para gravar o clássico “I Shot the Sheriff”, do incrível Bob Marley, cujo nascimento foi celebrado no último dia 6 deste mês. O Yeah Yeah Yeahs da Karen já havia flertado com elementos da música jamaicana – como overdubs e ecos dub – em seu último álbum, Mosquito. A versão pode até ter trazido o reggae a um lado mais pop-experimental, mas não dá pra dizer que ficou ruim. Valeu, Karen.

Resumo musical

Lirinha faz show no Sesc Vila Mariana em parceria com o projeto Mortevida

O músico Lirinha irá se reunir com o projeto de artes plásticas MORTEVIDA, no teatro do SESC Vila Mariana, no próximo dia 31 de Janeiro, a partir das 21h. Intitulado LIRA, o show celebra o lançamento do vídeo da canção “Eletrônica Viva”, dirigido por Mozart Fernandes e Mônica Rodrigues Fernandes, em parceria com a Bonita Produções. O cenário é assinado pelo MORTEVIDA. O público que comparecer, além de conferir a um show imperdível, terá a oportunidade de conferir, pela primeira vez, o novo clipe do artista.

 

O Vanguart invrível fazendo Molejo. Sério!

A música nos proporciona essas coisas deliciosas de se ver e ouvir. Esta foi a frase que disse a um amigo, hoje, após comentar a versão feita pelo Vanguart para a canção “Cilada”, do grupo de pagode Molejo. A releitura ocorreu no programa O Jardim de Inverno, apresentado por Chay Suede. Achei a versão linda, falo sério, sem brincadeira. Se fosse para escrever uma resenha, eu começaria mais ou menos assim: “o indie-folk deu um jeito de encontrar o pagode, a química rolou”.

 

E a Patti (idem) fazendo Rihanna

A poeta-punk Patti Smith é uma das artistas que mais admiro na música – desde sempre. No final de dezembro ela realizou um show no Webster Hall, em Nova Iorque. Nesta semana a NME nos presenteou ao resgatar um dos momentos mais marcantes e inusitados desta apresentação: quando Patti tocou “Stay”, da cantora R&B Rihanna. A versão ficou linda e, volto a dizer, surpresas como esta é que fazem a música ser algo tão incrível.

 

Disclosure e Mary J Blide, a nova grande parceria musical

Na última semana a dupla mais comentada do cenário eletrônico-indie, o Disclosure, dividiu o palco com a cantora Mary J Blide – artista que também está fazendo barulho no campo da música. A parceria deu tão certo, que nesta semana Guy e Howard Lawrence (os irmãos que formam o Disclosure) divulgaram o vídeo oficial da canção “F For You”, que integra o álbum lindo Settle. A faixa, claro, também conta com a Mary J Blide nos vocais na versão de estúdio.

 

Beck divulga faixa de novo álbum

O músico Beck prepara  o lançamento de seu próximo trabalho, o disco Morning Phase, previsto para chegar ao mercado em 25 de fevereiro. Na última semana, o cantor, que fez um belo show no Planeta Terra 2013, divulgou a canção “Blue Moon”, faixa cadenciada e que certamente vai embalar muitos romances hipsters (haha). Estou errado?

Nova temporada da série “Girls” terá Beck e Lily Allen

 

A trajetória de Hanna Horvath e suas amigas, todas no auge de seus vinte e poucos anos, chega à sua terceira temporada na HBO, no próximo dia 12. O legal da série Girls, além das idas e vindas – amorosas ou não – provocadas pelo calor da idade (hehe), é a trilha sonora, que conta com uma boa mescla pop-indie.

Nas temporadas anteriores, Girls foi exibida ao som de nomes como Belle & Sebastian, Robyn, Fleet Foxes, Sleigh Bells, Icona Pop, Santigold, Angel Haze, Azealia Banks e Solange, entre outros. Durante entrevista concedida ao canal Radio.com nesta semana, o supervisor musical da série, Manish Raval, confirmou que a nova temporada terá Miguel, Beck, Jenny Lewis, Lily Allen, e Christina Perri.

Como diria o escritor Nick Hornby, em High Fidelity – não exatamente com estas palavras, claro –, a música pop é capaz de narrar todos os percalços e desilusões da vida. Talvez por conta disso ela seja tão interessante.

 

Olá, 2014! Vampire Weekend toca Andrea Bocelli

 

A compilação chamada Sweetheart 2014 é um álbum que reúne versões gravadas por gente como Fiona Apple, Vampire Weekend e Beck, entre outros, para baladas clássicas do porte de “Love” (John Lennon) e “Turn Your Lights Down Low” (Bob Marley). Coisa fina.

Nesta semana “vazou”, via Rolling Stoneclique aqui e ouça –, a releitura do Vampire Weekend para “Time to Say Goodbye (Con te Partirò)”, do tenor italiano Andrea Bocelli. Como a “pegada sonora” do Vampire sempre transitou muito bem por diversos gêneros musicais, os caras tiraram de letra a regravação, que ficou bem boa.

A versão física do álbum será comercializada somente na Starbucks gringa – mas não se preocupe, digitalmente será possível comprar o disco por meio do site da rede.

Segue o set list de “Sweetheart 2014”:

01 Jim James: “Turn Your Lights Down Low” (Bob Marley cover)

02 Vampire Weekend: “Con Te Partirò” (Inspired by the Andrea Bocelli recording)

03 Beck: “Love” (John Lennon cover)

04 Phosphorescent: “Tomorrow Is A Long Time” (Bob Dylan cover)

05 The Head and the Heart: “Don’t Forget Me” (Harry Nilsson cover)

06 Valerie June: “Happy or Lonesome” (the Carter Family cover)

07 Bahamas: “Always on My Mind” (Willie Nelson cover)

08 Thao & the Get Down Stay Down: “If You Were Mine” (Ray Charles cover)

09 Ben Harper: “Fade Into You” (Mazzy Star cover)

10 Fiona Apple: “I’m In The Middle of a Riddle” (Anton Karas cover)

11 Brandi Carlile: “The Chain” (Fleetwood Mac cover)

12 Blake Mills: “I Hope” (Bobby Charles cover)

13 Sharon Jones & the Dap-Kings: “Signed, Sealed, Delivered I’m Yours” (Stevie Wonder cover)

 

O Cultura no Prato está de volta e deseja aos leitores um ótimo 2014!

Blur, Lana e Palma Violets elevam temperatura do Planeta Terra

O quarteto inglês Palma Violets fez um dos shows mais eletrizantes desta edição do Planeta Terra.

 

Não foi somente o sol que fez a temperatura ferver no último sábado, 9 de novembro. Na ocasião, a cidade de São Paulo recebeu mais uma vez o famoso festival indie Planeta Terra, que ocorreu pela primeira vez no Campo de Marte. Espaço reduzido em relação às outras edições do evento, é verdade, mas o PT ficou mais aconchegante e a tal “nova casa do festival” está aprovada. O local permite uma visão bem boa, mesmo para quem não estava tão perto do palco (neste caso, em ambos).

Problemas? Pouca coisa, o som do show do Beck invadiu, em alguns momentos, a apresentação da Lana – de maneira bem tímida – e à noite os locais onde a galera retirava os “comes e bebes” ficaram um pouco cheios. No mais, o PT foi um sucesso. Entrei quando a Clarice Falcão tinha acabado de subir ao palco, e ela mandou bem, com direito a participação do namorado da cantora, que também integra o coletivo humorístico Porta dos Fundos. Neste momento eu já me preparava para ver o Palma Violets, um dos principais motivos que me levaram ao PT deste ano. Banda inglesa das boas, que acabou de lançar seu álbum de estreia, 180.

Pouco conhecido por aqui (ainda), foi possível ver o quarteto bem de perto, durante um show com cara e energia de clubinho alternativo. No repertório as faixas do primeiro disco dos caras: “Last of the Summer Wine”, “Step Up for the Cool Cats” e “We Found Love”. A sonoridade passeia entre Stones (fase Aftermath), Clash e Libertines (primeiro disco), e a energia do show foi “bem Ramones”. Ah, o refrão do hino “Best of Friends”  foi gritado com bastante euforia pelo público do gargarejo.

Já a Lana Del Rey tem um fator curioso: os fãs. De longe foi o show no qual o público mais interagiu, a molecada sabia letra por letra – tipo aulinha de inglês – e as meninas (e alguns meninos) copiavam o visual da cantora exibindo coroas de flores na cabeça. A empolgação pop que a moça provocou antecipadamente foi justificada com um belo show, com set list bem selecionado e interação com a plateia – a musa distribuiu autógrafos e “selinhos” na primeira fila (hehe). Momentos arrebatadores ao som de “Born to Die”, “Blue Jeans”, “National Anthem” e “Summertime Sadness”. A Lana foi um dos pontos altos do PT.

Vamos ao headliner Blur. A banda inglesa, ex-rival do Oasis (hehe), fez um show absurdo de bom, demonstrou energia e subiu ao palco para mostrar seu set list ‘greatest hits’. Foi mágico. A apresentação começou com “Girls and Boys”, passou por “Caramel”, por “Coffee and TV” e quase me fez chorar em “Tender” – há tempos queria ver essa faixa ao vivo. Menção importante também à entrega total de Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree, os caras tocaram muito.  O bis ainda teve “The Universal” (vídeo acima) e “Song 2”, que levaram o público ao êxtase completo.

Minha relação com o Blur é engraçada, demorei a gostar da banda. Sério. Mas assim que entrei em contato com o disco Parklife (1994), após sugestão de um amigo, passei a gostar do grupo – admiração que aumentou muito com o passar dos anos. O show que vi no PT reforçou minha posição de fã. Ao final da apresentação, Damon disse: “Nos vemos na Copa do Mundo”. Combinado!

Vale destacar também o groove do BNegão & Os Seletores de Frequência e o hip hop do The Roots, que mandou uma versão inusitada para “Sweet Child Of Mine” (hehe). A seguir, separei alguns destaques deste PT. Que venha o próximo festival (Lolla?).

 

 

Resumo musical

O incrível retorno de Kathleen Hanna (ex-Bikini Kill)

Após liderar as lendárias bandas Bikini Kill, e Le Tigre, conhecidas por defender questões feministas em suas letras – e uma espécie de ‘mãe’ do contemporâneo Pussy Riot –, a vocalista Kathleen Hanna está de volta. À frente do The Julie Ruin (adorei o nome), a cantora divulgou nesta semana o single “Oh Come On”, um rock lindo e dançante com pitadas de punk rock, que estará presente no álbum de estreia do The Julie Ruin, previsto para chegar às lojas em 3 de setembro. Ouvir novamente a Kathleen Hanna é um convite aos bons tempos do rock alternativo dos anos 90.

 

Franz Ferdinand divulga o vídeo da canção “Right Action”

O Franz Ferdinand não para, brother. A banda prepara o lançamento do álbum Right Thoughts, Right Words, Right Action (prevista para agosto), andou tocando com o músico Beck e nesta semana divulgou o vídeo da faixa “Right Action”. O clipe tem uma vibe “Take Me Out” – eu achei –, e musicalmente flerta com Gang Of Four e Talking Heads – fato que, convenhamos, é puro Franz Ferdinand. Aproveitando o aquecimento do novo trabalho, a banda liderada pelo vocalista Alex Kapranos vai lançar também essa interessante “Right Action” no formato single, no próximo dia 19.

 

MIA divulga faixa “Only 1 U”, disco novo ainda é mistério

E aí, MIA, esse tal Matangi sai ou não sai? Pois é, apesar do mistério em torno de seu novo disco, a cantora-atitude MIA divulgou nesta semana a canção “Only 1 U”, embora ninguém saiba se a faixa irá integrar o próximo trabalho da artista. Enquanto o lançamento do álbum Matangi ainda não é oficialmente anunciado, a gente curte a boa “Only 1 U”.

 

Regina Spektor mostra sonoridade mais rápida em nova faixa

A série Orange is the New Black, recém-lançada no canal virtual Netflix, trouxe uma agradável surpresa em sua trilha sonora: a faixa inédita da Regina Spektor, “You’ve Got Time”. Embora ainda seja cedo para dizer se os próximos trabalhos da cantora serão mais rápidos (e roqueiros) como a novíssima “You’ve Got Time”, vale a pena destacar a beleza da canção.

 

Yo La Tengo lança animação e ensina o significado do termo ‘Yo La Tengo’

Linda como uma aula de rock. É o que se pode dizer sobre a animação lançada pela banda Yo La Tengo, para ilustrar a faixa “Ohm” – que integra o novo álbum do grupo, Fade. Quando o professor questiona os alunos sobre “o que é Yo La Tengo?”, a resposta é uma espécie de superequação que cita diretamente artistas dos mais diversos, de BB King a The Cure. O single “Ohm” será lançado pelo selo Matador em edição limitada. Por falar em Yo La Tengo, vocês já viram a apresentação que o grupo gravou para a gigante Pitchfork? Clique aqui e assita ao show.