O templo do punk rock norte-americano nos cinemas

 

Veículos importantes como Rolling Stone, Spin e Variety publicaram nesta terça-feira (5) que o filme sobre o lendário clube norte-americano CBGB vai mesmo ocorrer. Uma prova disso é que alguns atores, que irão interpretar ícones da música que frequentaram o estabelecimento, já foram confirmados.

De acordo com as reportagens, a atriz Malin Akerman vai interpretar a vocalista do grupo Blondie, Debbie Harry, enquanto a poeta e cantora Patti Smith será interpretada por Mickey Sumner. Já o proprietário do CBGB, Hilly Dristal, vai ser incorporado pelo ator britânico Alan Rickman. Outra confirmação foi o papel do guitarrista dos Dead Boys, Cheetah Chrome, que ficou com o “astro Harry Potter”, Rupert Grint (dá pra acreditar?).

Entretanto, o grande destaque no elenco – pelo menos até momento – ficou por conta do baterista da banda Foo Fighters, Taylor Hawkins, como Iggy Pop, talvez a lenda máxima da cena punk de Nova Iorque. O cabelo não é a única semelhança entre Iggy e Taylor, para quem não sabe, o líder dos Stooges foi baterista da banda de garage rock The Iguanas antes de se tornar um dos vocalistas mais incendiários do rock.

Durante os anos 70, o clube CBGB (confira imagens do local no vídeo acima) ficou conhecido por receber artistas do cenário underground de Nova Iorque, como Ramones, Dead Boys, Televison, Blondie, Patti Smith e Richard Hell. Estes nomes formaram a primeira safra de bandas do gênero punk rock, que posteriormente exerceu forte influência na Inglaterra dos Sex Pistols. Somente pela importância histórica, é possível afirmar que o filme promete.  

Uma investigação sobre o cinema brasileiro

 

A história do cinema no Brasil atravessou diversas etapas. Seja nos períodos da Atlântida, Vera Cuz, e Cinema Novo, passando pelos tempos do Cinema Marginal até chegar à chamada Retomada, época da efervescência de trabalhos como Cidade de Deus (2002), o cinema sempre foi apreciado pelos brasileiros.

Interessado em traçar um amplo estudo sobre o cinema nacional, o jornalista e ex-colaborador de veículos como a revista Bravo! e o jornal O Estado de S. Paulo, Franthiesco Ballerini, elaborou uma série de pesquisas que resultaram no recém-lançado Cinema brasileiro no século 21.

A grande virtude desta obra é abordar o cinema brasileiro por meio de diversas áreas, que inevitavelmente possibilitam uma maneira mais detalhada de compreensão. O autor dividiu sua pesquisa em atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação, entre outros setores que envolvem a indústria cinematográfica.

Ao mergulhar nas páginas de Cinema brasileiro no século 21, além de entrar em contato com o passado e o presente do cinema nacional, o leitor consegue projetar os caminhos que a produção cinematográfica deverá seguir nos próximos anos.

 Serviço:

Cinema brasileiro no século 21

Autor: Franthiesco Ballerini

Páginas: 304

Preço: R$75,90

Um momento com milhares de histórias

 

É como se a gente pudesse fechar os olhos e observar, simultaneamente, momentos na vida de pessoas que moram em diferentes partes do planeta e notar suas divergências culturais, medos e sonhos. Esta é a sensação que as imagens do filme A Vida Em Um Dia (confira o trailer abaixo) proporcionam. O longa, dirigido por Kevin Macdonald, tem estreia prevista para o próximo dia 20 de abril (sexta-feira).

A ideia surgiu por meio da parceria entre a produtora Scott Free Productions, dos irmãos Ridley e Tony Scott e a rede social Youtube. Ridley, aliás, é responsável por assinar a direção de filmes como Blade Runner – O Caçador de Andróides.

No dia 24 do julho de 2010, milhares de pessoas fizeram seus próprios vídeos, repletos de momentos rotineiros, nos quais a simplicidade esconde ricas histórias, capazes de traduzir como é estar vivo nos dias de hoje. Cada frase, gesto e expressão facial traduz um sentimento diferente. Ao todo, a produção do filme recebeu 80.000 gravações, que contabilizaram mais de 4.500 horas.

A Vida Em Um Dia é uma experiência semelhante a uma grande reportagem. No entanto, é como se o repórter elaborasse apenas uma simples – e superficial – pergunta para atingir seu objetivo: conte um pouco você e sua rotina?  

 

I’m on the road again

 

Um dos maiores clássicos da literatura beat – e um dos meus livro do coração – vai virar filme. O primeiro trailer do longa baseado no belo livro On the Road, de Jack Kerouac, que terá no elenco Garrett Hedlund, Kristen Stewart e Sam Riley, foi divulgado na última semana e deve chegar aos cinemas (gringos) no dia 15 de junho.

A obra de Kerouac narra as loucas viagens de Sal Paradise, Dean Moriarty e Marylou, ao estilo “live fast, die young” (viva depressa, morra jovem), temática considerada uma das influências do movimento punk. Quem assina a direção é Walter Salles, que já dirigiu o bem-sucedido Diário de Motocicleta (2004), inspirado nos diários do guerrilheiro Che Guevara.

Os ingredientes para um bom roteiro estão bem estruturados nas páginas de On the Road, resta esperar a estreia e conferir o resultado.

Elas estão no comando

 

Se no período de carnaval a mídia exalta o corpo das mulheres, com o fim da folia é hora de deixar esse quesito de lado – para quem tem bom senso, claro. Mulheres cineastas comandam a mostra Mulheres na direção, que chega à Cinemateca Brasileira no próximo dia 3 de março para comemorar o Dia Internacional da Mulher (data celebrada no dia 8).

A seleção de filmes traz produções assinadas por diretoras estrangeiras, lançadas em 1990 e 2000.  Na programação estão longas conceituados como Após a reconciliação, de Anne-Marie Miéville, que conta com Jean-Luc Godard no elenco, Os dois lados da felicidade, de Mina Shum, diretora chinesa vencedora do Festival de Berlim de 1995, Os silêncios do palácio, de Moufida Tlatli, filme premiado no Festival de Cannes de 1994, Síndrome astênica (confira um trecho no vídeo acima), de Kira Muratova, Leão de Prata no Festival de Berlim de 1990 – clássico soviético do período que antecede a crise no mundo comunista – e Tudo perdoado, primeiro trabalho da diretora francesa Mia Hansen-Løve.  

Para conferir a programação completa, clique aqui.

 

Serviço:

Mulheres na direção

Cinemateca Brasileira

Largo Senador Raul Cardoso, 207 (próxima ao Metrô Vila Mariana).

Informações: 3512-6111 (ramal 215). Site: www.cinemateca.gov.br.

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada).

Uma nova cara

Os Sopranos (cartaz de Rodrigo Estravini)

 

O design gráfico de cartazes é um trabalho que acompanha o cinema, o teatro e as artes há um bom tempo. Na história da arte, esse tipo de trabalho começa no século XIX, com a litografia. Em seguida, passa pela Revolução Russa de 1917, a escola de artes plásticas alemã, Bauhaus. em 1919, e a Pop Art dos anos 60, até ser amplamente difundida.  

Um grupo de designers gráficos, formados pelo Centro Universitário Belas Artes, reuniu trabalhos de design gráfico em cartazes na Exposição Posterlab, no Museu Belas Artes de São Paulo. Os trabalhos são uma releitura de pôsteres – a maioria filmes – e o resultado é bastante criativo.  

Quem organiza a mostra são os ex-alunos Rafael Muller, Renan Nuche e Sérgio Marcon. Dentre os cartazes que irão compor a exposição estão os filmes Virgens Suicidas, de Sofia Coppola e Sangue Negro, dirigido por Paul Thomas Anderson. Além dos filmes, quem também ganhou releitura foi o pôster da série de televisão Os Sopranos (foto). Para conferir mais trabalhos, clique aqui.

A Exposição Posterlab ocorre até 14 de abril, de segunda à sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados, das 10h às 16h, no Museu Belas Artes de São Paulo (Rua José Antônio Coelho, 879, na Vila Mariana).

Esqueça as palavras

 

Os primeiros passos do cinema foram marcados por produções que narravam histórias por meio de imagens. Seja na antológica cena do trem, dos irmãos Lumière, o primeiro filme da história da sétima arte ou nos experimentos repletos de fantasia, do ilusionista francês George Mélies, as palavras não eram necessárias para emocionar as pessoas.

Hoje, o cinema mudo se resume aos filmes do mestre Charles Chaplin, que apesar da fama ainda é pouco consumido pelo grande público. Com dez indicações ao Oscar deste ano, o longa O Artista, que estreia nos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira (10), deve mudar um pouco esse conceito. A produção sem diálogos, bastante elogiada pela crítica, tem provado que o antigo gênero cinematográfico pode ser tão belo quanto as produções contemporâneas.

A história é ambientada na Hollywood de 1927, quando um astro do cinema mudo, preocupado com a chegada do cinema falado, se apaixona por uma bela dançarina. O fato curioso é que o filme de Michel Hazanavicius pode ser o grande vencedor da premiação deste ano, desbancando produções bem mais “atuais”. No entanto, mais valioso que qualquer prêmio, é o resgate de um gênero que parecia engavetado, pelo menos, para grande parte do público.

Acima você confere imagens de um dos maiores clássicos do cinema mudo Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune), de 1902, assinado por George Mélies e logo abaixo o trailer de O Artista, que estreia amanhã.