Resumo musical

Interpol faz turnê “talk show”

O Interpol visitou recentemente os programas Letterman, Seth Meyers e Jools Holland. Para fechar a turnê “apresentadores de talk show”, o grupo passou na última semana pelo Conan, no qual tocou a faixa “My Desire” – clique aqui e confira via Diffuser FM –, canção que integra o álbum El Pintor. O grupo, aliás, é uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2015.

St. Vincent e o video lindo de “Birth in Reverse”

A incrível St. Vincent divulgou nesta semana o vídeo da canção “Birth in Reverse”, faixa que integra o belíssimo disco homônimo lançado pela cantora neste ano. Nas imagens a diva indie aparece tocando guitarra, dançando e mostrando por que é uma das artistas mais cool do cenário atual.

Hall da Fama do Rock, enfim, homenageia Lou Reed

O Hall da Fama do Rock anunciou nesta semana quem serão os artistas imortalizados em 2015 – mesmo que em nossos corações eles já estejam. Lamentavelmente, não será desta vez que nomes como The Smiths, N.W.A e Kraftwerk receberão a homenagem, mas a boa notícia é que finalmente Lou Reed terá seu merecido lugar no espaço destinado aos artistas mais importantes da música. O Cultura no Prato, claro, separou um fragmento videoclíptico para celebrar a homenagem que Lou receberá no próximo ano.

Alt-J vai ao Kimmel. Ano que vem é no Lolla Braseel  

A banda formada em Leeds, Alt-J, cujo discaço de estreia This Is All Yours ganhou recentemente elogios neste blog, visitou o programa do Jimmy Kimmel nesta semana. Uma das atrações do nosso Lollapalooza, o Alt-J levou ao palco do famoso apresentador norte-americano algumas das canções que certamente estarão no repertório que será trazido ao Brasil em 2015. Confira a seguir a experimental “Every Other Freckle”.

Kathleen Hanna e seu grupo Julie Ruin divulgam faixa inédita

A banda Julie Ruin, liderada pela punk rocker Kathleen Hanna, divulgou nesta semana a faixa “Blueberry Island”. A canção não entrou no álbum de estreia do grupo, Run Fast, lançado em 2013, mas agora irá integrar um single, cujo lado B é um remix da canção “Right Home”, elaborado por YACHT. “Blueberry Island” pode ser conferida no site da Pitchforkclique aqui.

Atenção: Entre 20 de dezembro e 6 de janeiro este blog entrará em período de (merecidas) férias. Nos vemos em 2015!!

Resumo musical

Atração do Lolla 2014, Muse lança vídeo ‘moderninho’

Eles tocaram no Rock in Rio e serão uma das atrações principais do Lollapalooza 2014. Estou falando do Muse, claro. O grupo vai lançar em DVD um show gravado em Roma, o Live at Rome Olympic Stadium, o filme, inclusive, chegou a ser exibido em algumas salas de cinema do Brasil nos últimos dias. Nesta semana vazou na web o vídeo da faixa “Starlight”. As imagens ‘moderninhas’ são impressionantes e mostram o poder da tecnologia 4K, capaz de captar detalhes bem bons. Confira a seguir.

 

Cavern Club, a casa do… Jake Bugg

O Cavern Club, lugar que ganhou fama por abrigar os primeiros shows dos Beatles, recebeu nesta semana um dos nomes mais comentados da música britânica, jovem Jake Bugg – vale a pena deixar claro aqui que não se trata de nenhuma comparação com a grandeza dos fab four, relaxem. O rapaz lançou neste mês o álbum Shangri La, disco maduro, bom de doer e sem dúvida um dos melhores deste ano – que, convenhamos, rendeu bons trabalhos. O músico foi convidado pela gigante New Musical Express para realizar um show fechado no Cavern e o vídeo da faixa “Slumville Sunrise” já pode ser conferido na web. Esse é o Jake Bugg que vem ao Brasil para o Lolla 2014. Atenção nele!

 

Bono toca Lou, Bowie e Daft

O vocalista do U2, Bono Vox, organizou uma jam session beneficente com o objetivo de levantar fundos para sua organização, a RED, nesta semana. O evento contou com a presença de seu correligionário de banda The Edge e do líder do Coldplay, Chris Martin. No repertório, os músicos incluíram o hit do Daft Punk, “Get Lucky”, e os clássicos “Perfect Day” (Lou Reed) e “Let’s Dance” (David Bowie). Claro que selecionei a composição do Lou para acompanhar este texto.

 

Arctic Monkeys acústicos

Impossível e desnecessário dizer que o Arctic Monkeys é a maior banda hoje – sempre digo isso por aqui, hehe. Não há como negar também que o Alex Turner é a voz desta geração, seja no lirismo, no estilo e no poder que ele exerce sobre os fãs – principalmente sobre as garotas. O grupo britânico divulgou nesta semana um clipe com uma espécie de versão acústica da faixa velvetiana “Mad Sounds”, gravado no Avatar Studios, Nova Iorque, e que traz Alex Turner e Matthew Helders numa espécie de dueto. Cool.

 

Icona (indie) Pop e o vídeo retrô-chique

O Icona Pop não faz um som pop-fácil como as dondocas Katy Perry e Miley Cyrus, mas irá acompanhá-las em shows gigantescos nos próximos meses. O fato é que o duo sueco que faz um dance-indie-pop está praticamente dominando os quatro cantos da Europa e Estados Unidos. Nesta semana as meninas divulgaram o vídeo da faixa “Just Another Night”, canção linda que ganhou um clipe retrô-chique, gravado em Paris. Cara, elas são indie pra c*. Hehe.

Clássico do Velvet ganhará versão comemorativa, com raridade composta por Lou

Disco do Velvet ganhará versão comemorativa.
Disco do Velvet ganhará versão comemorativa.

 

Poucos meses antes de falecer e deixar uma lacuna tremenda na música, Lou Reed trabalhava, em parceria com John Cale, a versão comemorativa para os 45 anos do álbum (clássico e lindo) White Light/White Heat, do Velvet Underground, que chega às lojas no próximo dia 3 de dezembro. O disco terá 30 faixas, incluindo b-sides, versões raras e uma gravação ao vivo num inferninho chamado Gymnasium , em Nova Iorque.

O show ocorreu em 1967. Na ocasião, o Velvet tocou a canção “I’m Not A Young Man Anymore”, faixa composta por Lou Reed e que jamais foi lançada pelo grupo. À primeira audição, a música inédita soa como boa parte do legado do grupo nova-iorquino: um som cru, básico e visceral – espinha dorsal do punk que surgiria anos mais tarde com Ramones, Pistols e Dead Boys.

Desnecessário dizer que o material desta nova edição de White Light/White Heat é um belíssimo presente aos fás de Lou e do Velvet. Até porque, homenagens como a prestada pelo Pearl Jam no último domingo, em Los Angeles, deixam claro como ambos (Lou e o Velvet) foram importantes para a música. E continuarão sendo, com certeza.

Eu mesmo acabei escrevendo uma minibiografia sobre o Lou durante uma atividade na aula de espanhol nesta semana – achei interessante compartilhar este acontecimento com vocês (hehe). No texto, afirmei que Lou Reed faz tanta falta na música quanto John Lennon e James Brown – e faz mesmo.

A seguir o track list que irá compor White Light/White Heat Reissue:

Disco Um: White Light/White Heat (Stereo Version):

01. White Light / White Heat

02. The Gift

03. Lady Godivas Operation

04. Here She Comes Now

05. I Heard Her Call My Name

06. Sister Ray

07. I Heard Her Call My Name (Alternate Take)

08 Guess I’m Falling in Love (Instrumental Version)

09. Temptation Inside Your Heart (Original Mix)

10. Stephanie Says (Original Mix)

11. Hey Mr. Rain (Version One)

12. Hey Mr. Rain (Version Two)

13. Beginning to See the Light (Previously Unreleased Early Version)

Disco Dois: White Light/White Heat (Mono Version):

01. White Light / White Heat

02. The Gift

03. Lady Godivas Operation

04. Here She Comes Now

05. I Heard Her Call My Name

06. Sister Ray

07. White Light / White Heat (Mono Single Mix)

08. Here She Comes Now (Mono Single Mix)

09. The Gift (Vocal Version)

10. The Gift (Instrumental Version)

Disco Três: Live at the Gymnasium New York City, April 30, 1967:

01. Booker T.

02. I’m Not a Young Man Anymore

03. Guess I’m Falling in Love

04. I’m Waiting for the Man

05. Run Run Run

06. Sister Ray

07. The Gift

 

Resumo musical

Moz vai regravar Lou

A música contemporânea não teria nome mais adequado para prestar uma homenagem justa (e, à altura) ao ícone Lou Reed que o Morrissey. Que o grande Moz é fã assumido do legado deixado por Lou, não há dúvida – o Velvet Underground bateu forte nos ouvidos do músico antes mesmo dos tempos de Smiths.  Um versão para “Satellite of Love”, gravada por Morrissey em 2011, durante um show em Las Vegas, será lançada como single no próximo dia 2 de dezembro. A canção vai integrar uma versão em vídeo da autobiografia do Moz, que tem sido um grande sucesso no mercado editorial. O vídeo você confere a seguir. E quer saber? A versão ficou incrível.

 

Lorde visita o Letterman. Lorde faz cover de Tears For Fears!

A menina vale outro: com apenas 17 aninhos, a cantora neozelandesa Lorde, que faz um som meio indie, meio pop, meio Lana Del Rey com XX, tem abalado o cenário musical. Nesta semana ela deu o que falar: visitou o programa do David Letterman, deu uma tremenda audiência e ainda gravou uma versão para “Everybody Wants to Rule the World”, do Tears For Fears, para o filme Hunger Games (Jogos Vorazes). Estava ouvindo o novo álbum dela hoje, que vazou no YouTube, clique aqui e ouça enquanto é tempo. O disco é bem interessante.

 

Lily Allen lança vídeo e alfineta Robin Thicke

A Lily Allen está de volta e não está para brincadeira. Seu retorno não poderia ser melhor, acredite, o primeiro single divulgado pela cantora inglesa nesta semana, “Hard Out Here”, dá uma bela alfinetada no hit “Blurred Lines”, do cantor Robin Thicke. No vídeo da canção do músico pop, uma garota dança próxima à frase: “Robin Thicke tem um grande pênis” – uma piada sem graça, convenhamos. Em resposta, no vídeo divulgado pela cantora, eis que surge a mensagem: “uma vagina larga”, em resposta aos machões. O próximo álbum de Lily Allen está previsto para ser lançado em 2014 e, segundo a própria artista, o novo trabalho terá “vibrações feministas”. É por isso que adoramos a Lily!

 

David Bowie lança vídeo sexy, via revista VICE

David Bowie decidiu fazer uma parceria com a publicação VICE, revista cult linha editorial vai de sexo a geopolítica, para divulgar a nova versão do vídeo da faixa “Love Is Lost”, que integra a edição “de luxo” do álbum The Next Day. O vídeo é bonito, sexy e a canção é aquela remixada pelo James Murphy – com calorosos 10 minutos de duração.

 

Canções do próximo álbum do Jake Bugg vazam na web 

O músico-prodígio Jake Bugg, atração confirmado no line up do nosso Lollapalooza 2014, lança seu segundo álbum, Shangri La – gostei do nome –, na próxima semana. No início desta semana, o garoto inglês (ele tem apenas 19 anos) divulgou o primeiro single que irá compor seu novo trabalho, “Messed Up Kids”. A canção tem mesmo “jeito” de grande hit e repercutiu bem em diversas publicações – entre revistas especializadas e grandes jornais. Na última quinta-feira (14), outra faixa do Shangri La vazou na web, desta vez a bela “A Song About Love” – nem preciso dizer que a canção é uma balada (hehe). Fiquem de olho nesse moleque!

Lou Reed: as homenagens de Arctic Monkeys, Arcade Fire e John Cale

 

O mundo da música ainda vai demorar para digerir a morte de Lou Reed – eterno líder do Velvet Underground. Desde que recebemos a notícia da morte do cantor e guitarrista, homenagens não param de pipocar na web. E eu acho justíssimo.

No último dia 28, durante apresentação na Liverpool dos Beatles, o Arctic Monkeys, ao lado do músico local Bill Ryder Jones, mandou uma versão linda para o clássico “’Walk On The Wild Side”, do álbum Transformer (1972). Curiosamente, o Arcade Fire também escolheu uma faixa deste disco para homenagear Lou, a belíssima “Perfect Day” – que também está na trilha do filme Trainspotting.

A versão do Arcade Fire, gravada em um show na NPR, pode ser conferida no site da rádio norte-americana – mais precisamente no minuto 17 do áudio.

John Cale

Os depoimentos de John Cale (foto) foram destaque no site da revista Mojo.
Os depoimentos de John Cale (foto) foram destaque no site da revista Mojo.

O site da revista Mojo, por sua vez, destacou nesta terça-feira (29) os depoimentos da lenda John Cale, parceiro de Lou nos tempos de Velvet. Discreto, mas deixando escapar momentos de emoção, o músico comentou sua relação, de altos e baixos, com o parceiro de banda.

Selecionei um trecho do depoimento de John Cale para finalizar (de maneira justa) este segundo post que presta homenagem ao eterno Lou Reed: “Unlike so many with similar stories – we have the best of our fury laid out on vinyl, for the world to catch a glimpse. The laughs we shared just a few weeks ago, will forever remind me of all that was good between us”.

Lou morre (e me recordo quando chorei ao vê-lo no Sesc Pinheiros)

“He was a master”, escreveu David Bowie em sua conta no Facebook, nesta segunda-feira.
“He was a master”, escreveu David Bowie em sua conta no Facebook, nesta segunda-feira.

 

Estava tomando minha cerveja rotineira de todos os domingos, em uma padaria perto de casa, quando fiquei sabendo sobre a morte de Lou Reed, pelo Twitter. Meu dia acabou naquele momento. Imediatamente me lembrei do show realizado pelo músico no Sesc Pinheiros, em 2010.

À época, Lou veio ao Brasil para tocar canções do álbum Metal Machine Music, projeto ousado lançado por ele em 1975. Apesar de não ser o meu trabalho favorito do cantor, fiquei emocionado ao vê-lo pela primeira (e única) vez. O show intimista ficou marcado na minha memória para sempre, principalmente, quando Lou voltou para o bis e surpreendeu a todos com “I’ll Be Your Mirror”, dos tempos de Velvet Underground. Não contive o choro.

Compartilho com vocês esta experiência justamente para prestar homenagem a um artista que influenciou gerações de músicos importantes – de Stooges a Strokes, passando por Sonic Youth, David Bowie e muitos outros. À frente do Velvet, Lou deixou, pelo menos, dois discos obrigatórios para qualquer seleção séria de rock: The Velvet Underground & Nico (1967) e White Light/White Heat (1968).

A carreira solo do músico também é recheada de clássicos – se você não conhece os discos Transformer (1972), Berlim (1973) e New York (1989), trate de pesquisar já. Ao longo desta segunda-feira (28), enxurradas de homenagens invadiram as redes sociais. A tristeza bateu forte mesmo. Sentiremos sua falta, Lou…

Entre as muitas homenagens de outros artistas, escolhi esta na qual o Pearl Jam toca a incrível “I’m Waiting For The Man”. Em seguida, como não poderia ser diferente, resgatei o vídeo que mostra Lou cantando “I’ll Be Your Mirror”, no Sesc Pinheiros. Eu estava lá!

 

 

Reedições do pré-punk ao punk

 

Dois discos, dois momentos e um grande impacto na música é o que se pode dizer sobre os álbuns Velvet Underground and Nico (1967) e Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols (1977). Dez anos separam estes clássicos, que irão ganhar reedições importantes (e especiais) neste ano – a gente agradece.

O impacto punk

 

Os Sex Pistols precisaram lançar apenas um álbum para literalmente ‘causar’ na música. Se os ingleses, à época, estavam acostumados a ouvir o pomposo Rod Stewart, a gangue de Johnny Rotten roubou a cena, com direito a palavrões em programas de TV e cusparadas na tradicional família real britânica – vai vendo.

Sobre o disco, riffs de guitarra ao estilo Chuck Berry, basicão mesmo, uma bateria pulsante e ‘o cara’ John Lydon detonando nos vocais. O impacto na molecada da Inglaterra foi avassalador. Se até o momento ninguém se importava para o estilo que já fazia sucesso no cenário underground norte-americano de Ramones, Blondie e Iggy Pop, os Pistols mostraram que esse tal ‘punk rock’ seria um movimento forte, proposta a mudar os rumos do rock – que no final dos anos 70 andava chato mesmo. A partir daí surgiram The Clash, Generation X e Buzzcocks, entre muitos outras bandas. Pronto, a bagunça estava armada.

A edição que chega às lojas no dia 24 de setembro será composta por três CDs. O primeiro traz o lindão Never Mind original, remasterizado. O disco 2 vai reunir raridades de estúdio e b-sides e o terceiro gravações ao vivo, tudo gravado no fantástico ano de 1977. Punk!

Os padrinhos do punk

 

O período colorido do movimento hippie foi negado pelo Velvet Underground, na segunda metade dos anos 60. Com a mão do artista Andy Warhol, ícone da pop art, na produção, o grupo formado por Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison, Maureen Tucker e a bela Nico, abordava em suas canções o submundo urbano, drogas e um universo onde habitavam prostitutas e travestis.

Apesar de não ter sido um sucesso de vendas, o disco fez a cabeça de personagens que, alguns anos depois, integrariam bandas como New York Dolls, Stooges, Ramones e grande parte das bandas britânicas – repare só nas roupas pretas de Dave Vanian, vocal do Damned, e da cantora Sioux (Siouxsie and the Banshees). Toda essa influência dá ao Velvet o status de ‘padrinho do punk’. Duvida? Então ouça faixas como “Venus In Furs” e “Heroin”, que você irá entender.  

O relançamento, previsto para 1º de outubro, será composto por um box com seis discos. Ao todo, o material reunirá o álbum original (estéreo e mono), b-sides de estúdio, duas gravações ao vivo e o disco Chelsea Girl, da vocalista Nico – que integrou o grupo apenas neste primeiro trabalho. Vale muito a pena guardar uma grana para ter esta belezinha (eu vou comprar!).