Yeah Yeah Yeahs divulga faixa perdida e celebra as gravações precárias

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A faixa “Phone Jam”, divulgada pelo Yeah Yeah Yeahs nesta semana, não faz parte de um álbum de inéditas, tampouco o single de um trabalho no forno. A canção deriva dos escombros do período que antecede o álbum de estreia da banda, Fever To Tell (2003), ou seja, é fruto de uma arqueologia sônica.

O trio formado por Karen O, Nick Zinner e Brian Chase resgata uma canção que expõe linguagem musical produzida a partir de um cenário precário. Esqueça a alta fidelidade das gravações em estúdio, a ideia do grupo em “Phone Jam” – sobretudo a ideia de lançar “Phone Jam” em 2017! – desestabiliza uma leitura linear do tempo. O grupo hoje consagrado retoma uma forma de produzir geralmente associada a poucos recursos técnicos e financeiros.

Na faixa, há claramente ruídos, distorções e vozes (interferências!) que compõem paisagem sonora tecnicamente incômoda para a lógica da busca pela “perfeição” mainstream. A experiência estética percebida em “Phone Jam” pode até ter sido gravada em um estúdio, pouco importa, mas o resultado propositalmente alcançado aciona afetos provocados por um efeito de gravação em baixa definição.

A linguagem de agenciamentos precários enfrenta a busca por certa perfeição vinculada ao fator mercadológico.

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