Um filme sobre Poly

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Pouquíssimas vezes a música viu surgir uma artista como Poly Styrene, vocalista e líder de uma das bandas mais incríveis do punk britânico: o X-Ray Spex. Na “história oficial”, o destaque é sempre voltado aos grupos formados por homens (Sex Pistols, Clash, Buzzcocks). No entanto, a ideia de um documentário sobre Poly, intitulado I Am A Cliché, que ainda está em fase de crowdfunding, visa romper com essa narrativa ao resgatar memórias (por meio de entrevistas, fotos e demais arquivos) capazes de contrapor os enquadramentos hegemônicos que delimitam a compreensão do passado.

O projeto é liderado pela filha da cantora, Celeste Bell, a escritora Zoë Howe e o diretor Paul Sng. O roteiro deve jogar luz sobre uma série de questões: como o fato de Poly Styrene ser filha de mãe escocesa e pai somali, o que parece deslocá-la para cenários contra-hegemônicos, antes mesmo de a artista formar o lendário X-Ray Spex – uma vez que dentro da representação de comunidade imaginada ela não se enquadrava na chamada “englishness” (Stuart Hall) –, seu trabalho à frente de uma importante banda punk e problemas de saúde.

O filme sobre carreira da incrível Poly (veja o trailer no vídeo abaixo), que não se resume ao punk, mas está situada no campo da luta feminista, é algo obrigatório para que as próximas gerações tenham acesso a uma leitura honesta do punk – vertente musical que corre à margem dos padrões do mercado, tanto pela rebeldia como também pela criatividade.

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