O show do Savages. O rompimento com o espaço tempo

O grupo Savages, que neste ano lançou o ótimo Adore Life, se apresentou na última semana no 9:30 Club, em Washington, com direito a registro audiovisual na plataforma NPR – que compartilhamos aqui. O lugar pequeno e o impacto da linguagem visual das integrantes da banda, no entanto, transportam o espectador ao final da década de 1970, auge do movimento punk e seu desdobramento pós-punk.

O Savages, como já falamos aqui em outras oportunidades, faz claras alusões a essa fonte sonora embora insira no âmago de sua obra textos que discutem o mundo contemporâneo. A semiose que opera em Silence Yourself (2013) e Adore Life (2016) geralmente recebe associações com o trabalho do grupo Siouxsie & the Banshees, mas em meio à sua intertextualidade é possível encontrar outros fragmentos da longínqua era pós-punk, como o conceito sombrio de The Flowers of Romance (1981), discão do PIL.

Impossível não citar a performance da Jehnny Beth, que parece também materializar esses significados distantes e modelizá-los à sua maneira, em nosso tempo. Por esses e outros motivos acho o Savages uma das bandas mais legais do rock atual.

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