Rico Dalasan: as cores da música queer

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O vídeo da faixa “Esse close eu dei”, do rapper Rico Dalasam estreou na última semana, em meio às comemorações do orgulho LGBT. O cantor integra uma safra interessante de artistas da música brasileira que abriu espaço nas mídias (alternativas e mainstream) para a música queer – ao lado de Jaloo, Bahias e a Cozinha Mineira, Liniker e Luana Hansen.

Segundo a filósofa Judith Butler, o conceito queer pode ser compreendido como algo desgarrado, distante das normas, que não é esperado, e, sobretudo, um campo político que faz oposição aos padrões hegemônicos. A linguagem artística desses artistas, portanto, é composta por signos que subvertem o significante normativo no campo da música pop.

Na faixa “Esse close eu dei” Dalasam é contextualizado na multiplicidade de cores, corpos diversos em movimento e, se em trabalhos anteriores o rapper citou Daniela Mercury (em “Aceite-c” há um sample de “O mais belo dos belos”), desta vez faz menção à Lou Reed em determinado trecho da letra. A música queer ultrapassa a simples categorização, trata-se de uma explosão de significados e uma forma de produção de sentido.

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