The Kills e o espaço de ensaio como elemento estético

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Compreender o sentido aplicado à determinada linguagem joga luz sobre uma série de significados. Ler a arte é adentrar o universo dos agenciamentos que opera na superfície e na substância dos produtos culturais, ou seja, a simplicidade da denotação dá lugar aos desdobramentos da conotação.

Quando o ótimo The Kills visitou a BBC 6 nesta semana, o mero espaço no qual a dupla Alison Mosshart e Jamie Hince tocou exibia também o desleixo estético típico dos locais de ensaio roqueiros. Sabe-se que o punk e o garage rock soam distorcidos e sujos na estrutura de seus arranjos, mas essa proposta é potencializada, na maioria das vezes, na linguagem visual de seus respectivos estúdios improvisados para ensaio – um porão, uma garagem ou um cômodo qualquer.

A proposta musical das canções estabelece assim relação com a expressão desse espaço de produção de sentido. Ao acionar tal significado, o Kills deixa também pistas sobre os caminhos sonoros que pretende seguir em seu próximo disco, Ash & Ice, cujo lançado ocorre em 3 de junho. No vídeo gravado para a BBC, a dupla toca a bela “Heart of a Dog”, canção de acordes básicos e efeito overdrive que se opõe à estrutura das grandes produções. O porão/garagem sujo é também determinante estético-sonoro.

 

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