Peppers sem tempero. E o Yeah Yeah Yeahs merecia mais tempo para tocar

Yeah Yeah Yeahs, em Belo Horizonte, na mesma turnê que passou ontem por São Paulo - Foto: Marcus Desimoni/UOL.
Yeah Yeah Yeahs, em Belo Horizonte, na mesma turnê que passou ontem por São Paulo – Foto: Marcus Desimoni/UOL.

Acho que o título deste post resume um pouco como a frustração com o show realizado ontem, no qual o Yeah Yeah Yeahs abriu para o Red Hot Chili Peppers. Não sei qual é a do RHCP hoje, mas está na cara que eles estão sem “tesão” para tocar. É fato. E que falta o John Frusciante faz ao grupo, tanto na hora de compor quanto no palco. Mesmo com um set list ao estilo greatest hits, com “Can’t Stop”, “Dani California”, “Give it Away” e “Around the World”, o show não empolgou – com exceção do Flea, que sempre toca como se fosse a última apresentação de sua vida.

Outra coisa (problema), atrações como o RHCP costumam atrair “paraquedistas” que vão a shows apenas para curtir os tais ‘hits’, ou seja, não conhecem direito a banda, mas sabem cantar “Californication”. Desabafei, sorry. Mas vamos ao Yeah Yeah Yeahs. O grupo nova-iorquino subiu ao palco pontualmente, às 20h, mas teve pouco tempo para tocar.

Onze músicas foi algo miserável demais para uma banda como o Yeah Yeah Yeahs, que veio ao país para divulgar o álbum Mosquito, lançado neste ano. Mesmo assim, ver a Karen O no palco é algo especial. A vocalista vai de Johnny Rotten a Bowie em um espaço curtíssimo de tempo, enquanto sua voz conduz faixas como “Sacrilege”, “Zero” e “Maps” – todas presentes no set list.

Me senti um pouco exótico em meio ao público enquanto cantava as canções do Yeah Yeah Yeahs, definitivamente pouquíssimas pessoas que estavam ao meu redor conheciam a banda (it sucks, hehe). O show foi bom, mas fica um sentimento amargo ver Karen O e Nick Zinner abrindo uma apresentação para outra banda – além do pouco tempo, o som também não estava no máximo e de alguns pontos da Arena Anhembi não era possível ouvir a banda.

O fato é que faltaram muitas canções: “Area 52”, “Date With The Night” e “Black Tongue”, entre muitas outras. Foi um lampejo de show, um pequeno gole de uma bebida que há tempos eu queria degustar. Acho que preciso de mais uma noite como Yeah Yeah Yeahs. Volta, Karen.

Amanhã o Cultura no Prato vai estar no Planeta Terra, esperamos voltar aqui com notícias melhores.

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