Do preto, branco e vermelho dos White Stripes ao azulado Blunderbuss

 

Conforme havia prometido aqui no blog e pegando carona também na enxurrada de reportagens que estão sendo publicadas sobre o novo (e ótimo) disco do ex-White Stripes, Jack White, Blunderbuss, segue o texto que escrevi para a edição deste mês da revista Dia Melhor.

Antes, vale destacar a matéria que o jornalista Lúcio Ribeiro escreveu para o jornal Folha de S. Paulo, na última quarta-feira (9), cuja entrevista na íntegra também foi replicada no blog Popload.  Durante a conversa, o músico reforçou que o White Stripes não tem volta e que o Brasil – para nossa alegria – deve integrar o roteiro de shows do músico em breve.

Se você ainda ouviu Blunderbuss, clique aqui e confira os dois primeiros singles do álbum, antes de ler o texto e deixar seu comentário.

 

O mago Jack White

O passado barulhento de Detroit, que ganhou intensidade no final dos anos 60 com o surgimento de bandas como Stooges e MC5, talvez seja o principal responsável pela formação musical de Jack White. Já o folk de Bob Dylan e o blues maldito de Robert Jonhson completam a lista das principais referências de um dos músicos mais competentes do rock atual.

A criatividade de Jack White começou a transbordar no início dos anos 2000, quando à frente da dupla White Stripes ajudou a renovar o rock – ao lado de grupos como Strokes e Hives. Em seguida, os projetos paralelos Raconteurs e The Dead Weather (com Alison Mosshart, da banda The Kills) mostraram um Jack inquieto e disposto a explorar diversas possibilidades musicais.

Com o fim dos White Stripes, em fevereiro de 2011, veio o primeiro disco solo de Jack White, intitulado Blunderbuss. A estreia não poderia ter sido melhor. Letras fortes, mistura bem-sucedida de blues, folk e rock, tudo acompanhado por um som encorpado com piano, violão e muitos riffs de guitarra.

O primeiro single, “Love Interruption”, traz o folk já abordado por Jack nos tempos de White Stripes, enquanto o rockão “Sixteen Saltines”, com riffs rasgados e solo poderoso, mostra que não é necessário encher a banda de guitarristas para fazer bom uso do instrumento – lição que muita banda famosa ainda não aprendeu.

O disco segue com “Freedom is 21” (vídeo acima), de bateria marcada, ecos e com uma guitarra capaz de reproduzir sons quase eletrônicos, que reforçam a característica evolutiva presente no trabalho de Jack White.  Em “I’m Shakin”, o blues ganha força, com todos os ingredientes dos grandes mestres do gênero.

Blunderbuss chega a apresentar até momentos de ópera-rock, que mostram a ambição do artista em construir trabalhos grandiosos. Ao longo da carreira, Jack White dividiu o palco com nomes como a eterna musa rockabilly, Wanda Jackson, e o ex-Led Zeppelin Jimi Page. Talvez isso explique a facilidade que o músico possui em mesclar tão bem aspectos clássicos e contemporâneos.

A capa do álbum Blunderbuss, lançado neste mês
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